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Espólio
Recebi o terceiro livro da Flavia Ferrari: Espólio
– Publicação independente como ela própria, Capa da Jéssica Iancoski e um conteúdo daqueles que a gente lê, relê e sabe comentar: é pura Poesia!
A fluidez com que os versos decorrem e vão escorrendo em forma de poemas vai saciando aquela sede/fome de Poesia escrita e bem dita de forma que faz a gente sentir um abraço e ouvir o sussurrar a nos dizer: "Eu sei! Também sinto isso"...
O poema que abre essa Obra cativante, “Arrima” pode passar despercebido apenas ao desavisado poeticamente, mas mostra a alma nua da poeta como a passar coberta apenas pela translucidez proporcionada por uma imaginária cortina transparente e, enquanto ela passa, lança seu olhar concorde como a dizer:
“é também a minha”...
Noto em seguida a efêmera fragilidade que completa a ideia do que será objeto da simplicidade, mas não simplória morada porque lar é lar e versos não precisam do rebuscamento matemático, apenas de um poema onde se encaixem e como se encaixam os da Flávia!
“ao humano, uma melindrada barreira
qualquer muro é menos dissimulado”
Em “Pontas de lança” aquela realidade caótica que restringe sem restringir, de fato, e a separação ou privacidade que deveria apenas ser combinada, precisa da imposição dos quase limites ou o que valha para garantir a tal inviolabilidade.
E a “iluminação”? A limitada luz que permite apenas ver os “intrusos” misturados ao abstrato do pensar filosófico acerca das coisas que ornam o recôndito ou a iluminação de metaforizar como um dom que metominiza as lucubrações mentais?
Demoro-me na prosopopeia que define as poltronas e vou observando cada cena, enquanto a poeta “ausculta” e descreve o papel dessas que “sabem quase tudo sobre os homens” e, deles, amparam ou protegem o “lar”...
“não aceito metades
do sono
do amanhecer
de você”
É como ela explica as “medidas” aceitáveis e depois confessa a “revelação” de seus olhos que brilharam quando os ouvidos captaram aquele “sim”.
Já o “Sal” nos faz corar.
Ainda há quem core, quem leia, releia, sorria e pense: nossa?
Eu sigo nesse deliciar-me com a leitura e me deparo com:
“a materialidade, essa sim, é toda ilusão”
A Eternidade? Quem sabe? Conforta e importa confortar, já a realidade, é caravana: passa.
Na “Vigília” a poeta comete a “extravagância” de sonhar reciprocidades e lembrou de se amarrar “na exuberância do primeiro enlace com o fervor do último toque”...
Observo a “Claraboia” em que tanto a poeta pensa, vê essencial, morta no “Futuro”, que já é, e algema a si mesma no diálogo só porque “a pele aprende rápido”.
Como entender o “Estanque” da paixão, a “Estreia” da novidade e olhar pelas “Janelas” da outra casa pensando nos costumes da cidade?
Alguém me disse que não entendo “Semântica”, já a Flávia, diz:
“Uso o amor, minha palavra coringa”...
No mais ela é “Reclusão” e “Dissocia”, afirma:
“queria um corpo-console-inconsciente
que dança se outros dançam”...
Eu também queria! E tu?
Curtiste essa pseudo-resenha até aqui?
Mas não viste quase nada, já eu aproveitei que a Flávia Ferrari confessou:
“: desejei tanto ar que ganhei asas”
E cheguei com ela ao final dessa leitura agradável, quase como um voyeur dessa alma mulher e o que mais quiser ser porque pode e me prendeu letra por letra, verso por verso, elevou-me com ela!
Conheça a Obra completa! Entre em contato:
https://www.instagram.com/fmferrari/
Ronaldo Rhusso
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