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IDENTIDADE E PLURALIDADE CULTURAL
Vivemos em um mundo, definitivamente, multicultural. O leque de novos conhecimentos, de novas ideias abriu-se no horizonte dos jovens, acenando com o sabor de novidade, como se tudo estivesse sendo criado no mesmo momento em que a mente toma conhecimento da pluralidade cultural e suas variações.
No entanto, com uma certa tristeza, vemos muitos jovens relegando a sua própria identidade e a tradição da sua família diante dos fatos que se apresentam como novos e "diferentes" aos seus olhos crédulos.
Estudar a pluralidade cultural não quer dizer a mesma coisa que "aculturação". Porém, é o que estamos cansados de acompanhar nas tribos juvenis: o fenômeno da aculturação.
Num abrir e fechar de olhos, acontece a mudança de hábitos, de crenças e de reações diante da família e diante da sociedade constituída. Quando existe um amadurecimento de ideias, e uma assimilação de um novo rumo na vida, esta aculturação ainda é aceitável.
Mas, o que acontece, geralmente, é a entrada do jovem para algum grupo excuso, onde a doutrinação e a convivência fazem a sua "cabeça" perante os pais, que, sem entender, não sabem o que fazer para auxiliar seus filhos.
A aculturação tira o jovem do seu rumo natural, e o leva para todos os caminhos, todos os pensamentos, menos para um equilíbrio interior, que tanto ajuda a manter a mente sã.
Depois de um tempo, já não basta mais a companhia daquele determinado grupo, já não bastam as idéias, que não são mais "originais".
Desta forma, o jovem vira um peregrino aculturado, num mundo onde a certeza deixa o lugar para o acaso e para a fatalidade.
Muitos pais, depois das peregrinações dos seus filhos, têm de lidar com os resultados da aculturação, que se transformam em doenças psicológicas, traumas e perda completa da identidade própria.
Temos de ajudar os nossos jovens a procurar por suas respostas sem sofrerem os danos psíquicos de se transformarem em uma espécie de "depósito" de todas as ideias - aparentemente "novas" - que povoam o mundo da pluralidade cultural.
Conhecer, assimilar a existência desta pluralidade, precisa seguir um processo de amadurecimento, onde o jovem coloca a si e à sua identidade, acima dos desequilíbrios, aprendendo a tolerância, ao mesmo tempo que evita o esfacelamento das próprias ideias e do próprio rumo perante a avalanche de ofertas filosóficas e/ou doutrinárias, que o tornam um ser alheio à realidade próxima da sua família e dos seus amores.
Saleti Hartmann
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