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Obsessão entre o amor e a loucura.

Prazer! Meu nome é Daniel mas podem me chamar de Danny, a anos todos me chamam assim. Tenho trinta e oito anos, moro sozinho em um pequeno quitinete na zona sul, sou publicitário e jornalista, trabalho em um escritório de marketing no centro e sou colunista de um jornal da capital.

Hoje era pra ser um dos dias mais especiais da minha vida, pois ganharia o premio de Publicitário do Ano em uma fina cerimônia no Palace. Mas acabei passando a noite entre o hospital e a delegacia.

É difícil de explicar como tudo acabou desse jeito mas vou contar-lhes essa estória desde o principio.

Tudo começou a muito tempo atrás em uma noite de verão. Eu tinha quatorze anos era carnaval, um calor infernal não conseguia dormir, passavam das 4:00 Hs da madrugada estava na sacada do prédio em que morava era no centro perto do local do desfile muitos foliões indo e vindo, avistei uma menina na hora me encantei ela era baixa, bem branca, tinha olhos escuros um rosto angelical, um longo cabelo ruivo que passava do meio das suas costas, enfim por dias fiquei a imagina-la, durante as semanas que se passaram as vezes eu a avistava no caminho pro trabalho, na época trabalhava com meus pais eles tinham uma farmácia no largo da estação.

Veio o março começaram as aulas, pra minha surpresa aquela menina que tanto sonhara era minha nova colega, tive um misto de alegria e desespero, suava frio, minhas mãos tremiam, por dias só conseguia pensar em tela em beija-la em ficar com ela. Descobri onde ela morava não era muito longe da minha casa. No fim de semana a vi com a Cíntia uma ex-vizinha minha com quem me dava muito bem, lembro a alegria que senti essa seria minha chance. No dia seguinte sai mais cedo do trabalho e fui no Empólio onde a Cíntia trabalhava. Conversamos muito a levei pra casa, ela me disse que a Carla minha colega estava sozinha há tempos, não tinha ninguém, eu alegre como uma criança bem na verdade eu ainda era um tanto criança mesmo, pedi pra ela conversar com a Carla, fazer meu lado, marcar um encontro ou algo assim.

No dia seguinte era feriado a Cíntia me ligou bem cedo dissera que a Carla tinha se interessado e que se eu quisesse a com ela conversar que fosse na praça a noite logo que escurece-se, me arrumei como nunca coloquei meu melhor sapato, fiz a barba, roubei o perfume de papai, ate eu estava me achando bonito.

Chegou a noite fui para praça, tremia mais que vara verde, as avistei Cíntia e Carla, elas estavam sentadas no Quiosque que ficava no meio da praça da central, eu tímido mas empolgado me aproximei Cíntia nos apresentou, fez o meio campo nós dois estávamos muito envergonhados coisas da idade, após nos deixou a sós, conversamos muito, bebemos algo era suco do que não me lembro, a convidei para um baile ela aceitou.

Dançamos a noite toda, nos beijamos foi mágico realmente havia me apaixonado. Nos dias que se passaram o nosso carinho só aumentou, éramos jovens um tanto irresponsáveis, mas apesar da inexperiência sei que era amor de verdade.

Os anos passaram éramos inseparáveis, até a formatura do ensino médio, naquele ano ela conseguiu bolsa pra uma faculdade no litoral, eu sempre sonhara em ser jornalista fui estudar na capital. Mas isso não nos separou, continuamos trocando juras de amor, muitas cartas, muitos e-mails, a internet muito ajuda na distância, nós nos víamos sempre que possível, nas férias, nos feriados e em alguns fim de semana, embora realmente fosse muito longe um campus do outro.

Me lembro como se fora hoje, era verão perto do Natal eu tinha ficado de passar o Natal e o ano novo com meus pais mas a meses não via a Carla, ela tinha ficado de recuperação só viria em meio de janeiro pra casa como eu estava estagiando em um jornal na capital não iria a vê-la, resolvi então fazer-lhe uma surpresa eives de ir pro interior ver meus pais resolvi passar o feriadão com ela no litoral.

Chegando lá avistei ao mar me lembro bem que lindo dia que era, mas fui direto ao apartamento onde Carla estava morando, subi as escadas vi a porta entre aberta, adentrei a sala, não tinha ninguém, ouvi barulho no quarto fui logo correndo ate lá, poxa era só a Drica a cadelinha da Carla mordendo um travesseiro. Vi o celular da Carla encima da geladeira, bem não tinha o que fazer só esperar ela voltar, tomei um banho fiz o jantar, lá pelas 21:00 Hs, enfim ouvi passos na escada, desliguei as luzes ia dar um susto nela, mas a surpresa foi minha, ela adentrou ao apartamento toda feliz, aos beijos com um cara que nunca eu tinha visto, meu mundo caiu, fiquei pasmo, imóvel. Depois de tanto tempo, de tantas juras, tantas promessas, onde tinha ido aquele pra sempre vou te amar, você é tudo que sempre sonhei, eu nunca vou deixar de te amar de te querer.

Apenas sai do apartamento num misto de raiva,dor e tristeza, me sentido usado, dei as costa e fui embora, ela ficou gritando confesso não ouvi nada do que ela disse e também não teria feito nenhuma diferença qualquer coisa que ela tive-se dito naquela hora.

Peguei o carro, dirigi rumo a capital por toda a noite. Cheguei já perto do meio dia em casa, enchi a cara tomei um baita porre, dormi a tarde toda.

Acordei já de noite com uma baita ressaca liguei pra uns amigos fomos pra balada, aquela noite eu estava triste, sem cabeça pra nada mas a Boate estava meio deserta, realmente estava muito chato. Fomos então pra um inferninho, coisa chique lindas dançarinas apesar da fossa me animei um pouco, a noite foi passando a gente bebendo um amigo meu reconheceu uma colega nossa que estava fazendo um estrip-teese, pronto não deixou mais a menina em paz, tentou a agarrar e eu entrevi, deu uma baita confusão fomos jogados pra fora da boate pelos seguranças, meus amigos bravos por eu ter defendido a menina foram embora me deixaram lá, fiquei na frente da boate escorado no carro esperando a noite passar, os seguranças expulsaram a menina também da boate, ela passou por mim e me reconheceu, me cumprimentou e me convidou para um café, ainda ia demorar pra amanhecer, como não tinha mais nada pra fazer mesmo fui com ela na Beer uma lanchonete perto da Boate.

Ela me agradeceu por eu ter a defendido na boate, contou sua história, ela morava no campus, tinha vindo do interior, estava estudando Direito, trabalhava na noite pra pagar seus estudos e se manter na capital, eu contei a ela toda minha romaria de desilusões, realmente naquele dia não era uma boa companhia a ninguém, mas nos demos muito bem, foi uma ótima noite apesar das circunstâncias, nos cruzamos por vários dias seguidos no campus nossas salas de aula eram bem próximas, no final de semana a convidei pra sair, ela um tanto surpresa mas alegre aceitou, dançamos, ficamos, enfim nos entendemos, realmente nos dávamos muito bem, éramos ótimos juntos, quando estava com ela parecia que o resto do mundo não existia.

Apesar de boa parte da faculdade saber que era ela Striper e da desaprovação de meus amigos, realmente comecei a gostar dela, ela era meiga, carinhosa, me entendia e gostava de mim pelo o que eu era.

Mesmo com tudo diferente, veio mesmo de repente uma vontade de ir adiante, nos juntamos fomos viver juntos, ela largou a noite eu me formei, o mais difícil foi fazer minha família a aceita-la mas com os anos consegui pelo menos que eles a respeitassem.

Eu e Márcia nos casamos, bem nem tudo eram rosas, tínhamos muitas brigas ela tinha um gênio difícil, um ciúme quase doentio mas gostava muito dela, quando fui trabalhar na agencia de publicidade comecei a ganhar mais dinheiro, então fomos morar em um apartamento maior na zona sul, pra minha surpresa no mesmo prédio estava morando a Carla a minha ex-namorada que mundo pequeno esse, depois de dez anos nem sei dizer o que senti ao revela, ainda a amava por mais ressentido que tivesse por aquela traição do passado não posso negar que ela ainda mexia muito comigo. Nos cruzamos algumas vezes no saguão do prédio e nos corredores mas nunca nos falamos. Trabalhava ate tarde naquela época a Márcia que cuidava da casa, pro meu azar a Carla e a Márcia se conheceram na academia do prédio, ficaram muito amigas, uma noite quando eu chegara em casa estavam as duas a fazer o jantar. Fiquei branco que nem papel, não sabia o que fazer, respirei fundo, fui educado, conversamos, passamos uma noite agradável os três por assim dizer, no dia seguinte a Carla me atacou na garagem do prédio disse que precisava conversar comigo, resisti um pouco mas acabei marcando um encontro com ela mais tarde no Shopping, ela fez o seu teatro, disse que me amava, que nunca tinha me esquecido, que eu era o homem da vida dela, sabia que ela era uma canoa furada, sabia que se a Márcia desconfiasse matava nós dois, mas não resisti começamos a nos ver, por meses mantive essa vida dupla, mas achei que a Márcia havia começado a desconfiar de nossos modos, então dei um tempo me afastei um pouco da Carla.

No outono meu patrão me enviou ao sul para fazer um curso de atualização em Designer Gráfico, fiquei umas três semanas no Paraná, nesse tempo não falei com a Carla, a Márcia me ligava a toda hora parecia um chiclete, sempre querendo saber onde eu estava, o que estava fazendo ou reclamando das obras, no prédio onde morávamos estavam a construir um salão de festas realmente andava barulhento por lá.

Quando voltei a Márcia havia desaparecido, a policia procurou a ela por meses mas não encontraram nenhuma pista do paradeiro dela, fiquei um tanto desolado mas vida que segue nada podia fazer.

No ano seguinte tivemos o nosso primeiro filho Henrique era um garotão lindo, realmente um encanto, a razão de meu viver só quem é pai sabe a alegria de se ter o primeiro filho, mas infelizmente nos anos que se seguiram meu relacionamento com a Márcia só declinou, passamos a brigar cada vês mais e mais seguido, foi uma pena, sei que ela me amava e eu ainda tinha muito carinho por com ela, mas ficou de certa forma insalubre de mais viver com ela não nos separamos no papel mas fomos morar em casas separadas. Comprei um quitinete bem perto do prédio que morávamos ia lá umas três vezes por semana pra ver o Henrique, saiamos às vezes, tínhamos épocas melhores outras piores.

Era um sábado, iria ganhar o premio de Publicitário do Ano, estava muito contente e orgulhoso, era pra ser uma noite especial, estava me reconciliando com a Márcia, minha carreira estava pra decolar, meu filho tinha melhorado de saúde ele nasceu diabético, com baixa imunidade deu trabalho pra cuida-lo nos primeiros anos de vida dele.

Me aprontei bem cedo e fui pegar a Márcia e o Henrique, pois o Palace era bem longe quase do outro lado da cidade, quando lá cheguei vi muitos policiais, perguntei ao Pedro o porteiro o que havia se passado porque daquele alvoroço, era a Márcia ela havia batido na Luisa minha nova secretária pobre da menina ela não me conhecia muito bem pegou o endereço errado na firma foi me fazer um favor me levar o discurso que eu havia esquecido no escritório naquela tarde, ela tentou me ligar mas eu estava com o celular descarregado então ela resolveu me deixar em casa o discurso pois o prédio da Márcia era na cruzada pra casa dela umas duas paradas do metro adiante ela só quis ser prestativa. Mas a Márcia teve outra das suas crises de ciúmes arremessou alguma coisa na cabeça da Luisa fez um corte feio, ela foi ao pronto socorro dar uns pontos e eu com a Márcia pra delegacia, chegando na DEP estava lotado demorou um monte pra nos atenderem tanto que nesse meio tempo veio a Luisa pra dar parte do ocorrido com os policiais. A Márcia começou um novo fuzuê, a Luisa arremessou um cinzeiro de pedra que estava na mesa do policial em direção da Márcia, me atravessei na frente acabou por me acertar no olho, abriu uma baita brecha estava sangrando muito, a esta hora já havia perdido a premiação, fui ao Pronto Socorro cuidar do ferimento, demorou bastante quando estava saindo do Hospital um investigador da Policia Civil me atacou.

Disse o policial:

- O Senhor é o Senhor Daniel Stuart?

Eu:

- Sim em que posso servi-lo seu policial.

Policial:

- O senhor esta preso pela suspeita de assassinato de Carla Vilhalba Mâncio, o Senhor tem direito a um advogado tudo que disser poderá ser usado contra o senhor no tribunal.

Estava um tanto pasmo e ao mesmo tempo surpreso, depois de tantos anos não tinha idéia do que estava se passando.

Devido a ter estourado a tubulação do prédio da Márcia, foi removido parte do piso do Salão de Festas do prédio, lá fora encontrado concreta-do o corpo de Carla enrolado em um saco plástico. O laudo pericial da autopsia constatou que a causa morte da Carla fora estrangulamento, e acharam meu DNA no corpo da vitima. Como já havia se passado muitos anos não era possível precisar a data da morte da Carla.

Então fui enviado a julgamento, esperei por dois anos e fui julgado e declarado culpado a trinta anos pelo assassinato da Carla.

Dois meses depois da condenação a Márcia foi a visitar-me na prisão, e me contou o que houvera ocorrido naquela enfadonha noite em que Carla morrera.

Márcia diz:

- Danny, quando você foi fazer o curso de Designer lá em Curitiba seis anos atrás, a Carla em uma noite me contou tudo sobre vocês dois, fiquei possessa, perdi o controle, peguei uma cinta que estava no cabideiro perto da porta e a estrangulei, não sabia o que fazer, avistei a obra lá no térreo da janela do quarto, enrolei a Carla com um casaco seu e um rolo de saco plástico preto que tinha na dispensa. Era madrugada a arrastei ate a obra, a deitei no chão liguei a betoneira e a cobri de concreto no outro dia os pedreiros nem se deram por conta o tempo passou eu nunca imaginei que esse fantasma voltaria a nossas vidas.

Não subi o que responder, a vi chorando na minha frente simplesmente dei-lhe as costas e voltei a minha cela.

No mesmo dia Márcia jogou seu carro de um desfiladeiro próximo de sua casa, muitos disseram que fora acidente mas sei que ela se matou por culpa do ocorrido, por ter matado a Carla e principalmente por eu ter sido preso em seu lugar. Eu tinha pelo menos dez anos de pena a cumprir isso se saísse por bom comportamento. Meu filho foi morar com meus pais, ele era a única razão para eu me manter vivo. Os anos passaram, já fazia nove anos que eu me encontrava atrás das grades.

Meu pai me ligou o Henrique estava muito doente, sua diabetes tinha piorado muito a hemodiálise não mais surtia efeito ele precisava de uma transfusão de rins.

Fiz os testes eu era compatível, me operaram graças ao Divino o Henrique se recuperou mas eu adoecera peguei uma grave infecção durante a operação, minha saúde se denegria dia a dia, um noite estava com muita febre simplesmente dormi e nunca mais como mortal acordei.

Despertei em um plano superior podia avistar ao meu corpo, ouvi ao Capelão rezando por minha alma e aos médicos que ali estavam presentes.

Fui ao meu enterro avistei a meus pais e a meu querido filho, a meus colegas de trabalho e a pessoas que a muito tempo eu não enxergava.

Ouvi a cerimônia e aos discursos.

Henrique:

- Estamos todos aqui a rezar pela alma deste que foi sempre um dedicado pai de família, um grande profissional e amigo, e a mim foi sempre um grande pai alguém que vou espelhar-me durante toda a minha jornada terrena, sinto muito ter sido tão cedo de seu convívio privado mas sempre o resguardarei em meu coração e sempre farás parte de mim meu pai.

Esvai-me em lágrimas, enfim sabia que tinha comprido o meu papel, desta minha vida que fora dor, amor, tristeza e um tanto de loucura, pelo menos tive na hora da despedida a certeza que meu filho me amava e que ele seria um grande homem um dia com certeza bem melhor que seu pai.

Parti de alma lavada, diria cristalina pra junto a morada do Deus Pai.

Felix Ribas

POSTADO POR FELIX RIBAS ÀS 16:19 0 COMENTÁRIOS
MARCADORES: CONTO, CONTOS DE FELIX RIBAS
SEGUNDA-FEIRA, 1 DE FEVEREIRO DE 2010

DRICA
Ola! Sejam todos bem vindos a dor e a tristeza de minha vida.

Prazer meu nome é Andréia, mas podem me chamar Drica todos me chamam assim.

Nasci não sei onde, vinda não sei de onde e vivi nem sei porque.

Me lembro pouco de minha infância, fui em um orfanato largada logo que nascera pelo menos foi o que me disseram, daquele tempo só lembro da dor e de minha tristeza, nunca fora como as outras crianças nunca tive alegria da fonte que os outros tiveram, me lembro sempre andar sozinha sempre beirando ao abismo de meu ser durante toda minha tormentosa infância.

Aos oito anos fui adotada por um rico casal de origem nipônica, eles possuíam uma linda pousada no litoral, cresci neste mundo estranho tendo tudo de bens materiais, mas sem nunca ter tido amor, meu pai sempre ocupado nunca tempo o teve de me cuidar, minha mãe nunca me aceitou como se fora dela filha pois nunca quererá adotar a uma criança.

Na fina escola particular donde estudei sempre fora discriminada, tratada como bastarda, sempre eu fora uma criança triste, sem amigos, quase sempre isolada vendo meu destino sem norte, sendo pelas sombras absorvida dia a dia pouco aos pouco.

Quando ao Ensino Médio eu terminara, quis mudar, quis tentar ser diferente mudar a vida ser mais normal, briguei com meus pais fui para o sul tirar facu, de Veterinária, porque Veterinária bem a única coisa que realmente tive em minha infância de boa lembrança foi meu cachorro Fênix, ele fora minha única companhia durante anos de tétricas noites em soliguidão. Por isso acho que esta seria a mim a melhor escolha já que nunca conseguira me dar bem com as pessoas pelo menos os animais me entendiam, Fênix era como eu temerário, quieto e triste pequeno sempre se escondendo pelo cantos nem latir latia mas me fazia companhia sempre que estava triste ele me vinha se rosando na minha perna, com uma carinha de pidão essa creio fora a melhor lembrança de minha infância do meu único real amigo que dessa o tive.

Mas na facu nada mudou, não me inturmei com o pessoal, sempre sozinha comecei a sair, muita balada muita bebida, muito garoto muito boyzinho, doce ilusão de ser querida ser desejada já que o amor nunca me encontrara, quase no fim da minha facu encontrei alguém me apaixonei desta vez achei que seria diferente daria em fim pelo menos uma vês certo pra mim. Mas me iludi ele me traiu fugiu com outra e me amargurei acabou meu curso voltei pra casa, mas a pousada era muito isolada era triste no inverno tinha movimento só na época de verão de carnaval chorei pra papai me deixou trabalhar fora.

Agora era adulta independente, fui trabalhar na capital tanta gente num vai e vem quem sabe agora eu pudesse realmente me encontrar, pura ilusão realmente conheci muita gente na capital mas sei lá porque cidade grande é sempre assim, muita correria nem sei porque e nem se vê quem se esta por perto nunca soube o nome dos meus vizinhos de apartamento passou o tempo e conhecia só o porteiro Cassio e minha secretaria luiza do consultório. Oh! Triste sina de ser sozinha. Na capital consegui ser mais sozinha ainda em meio a multidão que no interior onde morava quase isolada só com meus pais.

Então veio a tragédia meus pais morreram de acidente o carro deles caiu em um desfiladeiro no Natal estavam vindo me visitar pois eu tive curso ate a véspera do natal naquele ano e não pude ir pro litoral naquele feriado era pra ser uma surpresa pra mim. Então larguei tudo voltei ao litoral assumi a pousada vaguei sozinha por muitos anos, inócua demente, absorta a minha lamentação e um mar de ilusões que tornou-se meu viver, entregue a tristeza passava as noites de bar em bar, bebendo ate cair saindo com tudo que é boyzinho que aparecia, virei a escoria não tinha mais pudor nem amor próprio. Anos e anos sem ter alguém nem pra me dar parabéns no meu aniversário se pode fazer uma festa sem dinheiro mas sem amigos não.

Hoje é meu aniversário estranhamente acordei alegre é um belo dia lá fora um sol radiante despertei com o toque do sol em meu rosto. É feriado aqui em minha cidade por isso hoje estou sozinha na pousada. Abri as cortinas de cetim no saguão de entrada e avistei ao mar tão calmo e límpido, resolvi banhar-me foi tão bom senti limpar-me a alma me senti tão leve, tão liberta mas estranho não me lembrara de como eu voltei a pousada naquele noite lembro-me da boate estava lotada bebi horrores, sai quase ao amanhecer me lembro entrar no carro mas do resto...

Bem deixa pra lá está tão bom hoje o dia que que importa foi só mais um porre e nem com ressaca eu fiquei. Voltei pra pousada avistei tantos carros, tanta gente que a anos não via. Fiquei alegre será que vieram me dar uma festa surpresa corri ate a entrada da cozinha da pousada.

Gritei!

- Ola André;

- Ola Fabio;

- Nossa a quanto tempo tia Eulália.

Mas estranho ninguém sequer me olhou parecia que eu estava invisível. Todos estavam se dirigindo a capelinha da pousada, antigamente a pousada tinha sido uma casa de Senhor de Engenho com muitos escravos ainda tinha o moinho onde era feito o açúcar pelos escravos a senzala e a capela sempre mantivemos se sabe turista gosta de coisa antiga bem voltando ao evento chegando a capelinha fiquei abismada por ver tanta gente muitos chorando entrei na porta todos sentados e vi minha secretaria a discursar.

- Que posso dizer da Drica, sempre foi uma alma boa, sempre preferiu se sacrificar a magoar alguém, é o ombro pra onde corria nas noites de tristeza e a pessoa que sempre esteve lá quando precisei, hoje digo com toda a certeza que te amo Drica você é sempre será a melhor amiga que tive.

Meus olhos encheram-se de lágrimas, corri para dar um abraço na Luiza, quando subi no Altar avistei um corpo.

Gritei!

-Nossa é um velório.

Levantei ao véu que cobria ao rosto do defunto. E fiquei paralisada vendo que a morta era eu.

Passei o dia ali olvido as declarações de meus ex-colegas de escola e profissão. A minha cozinheira da pensão sendo interrogada pela policia, dizia o investigador passando o laudo da morte.

- A Andréia Fuchiru, morrera após acidente de trânsito cito ao quilometro 30 da rodovia Almir Pasquali por volta das 6:50 Hs da manhã de Sábado dia 27/01/2010 sozinha e segundo o laudo com vestígios de embriagues provável causa do acidente dormira ao volante.

Acompanhei ao meu enterro numa linda cerimônia ali mesmo na pousada eu fora enterrada de frente ao mar junto aos meus pais.

No cortejo fúnebre haviam mais de 300 pessoas via a sinceridade da tristeza por minha morte nos olhos delas. Enfim senti que tinha deixado algo de valor em meu legado terreno, nunca imaginei que faria falta pra alguém ou que tinha tanta gente que se importa-se comigo.

Agora posso enfim partir em paz, dar alento e descanso a minha alma.

Felix Ribas

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sábado, março 6, 2010 - 16:19

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