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Mpenziwe...
A brisa já não dorme aqui,
as lajes de pedra, hoje são sonhos,
amanha talvez voltem a ser pedra, talvez tesoura, talvez papel, como jogo de força...
As palavras q moram em ti são ondas, ora vêm, ora vão...
Queria ser cordel que amarrasse os momentos em q somos efemeramente felizes...
Os segundos em q o sonho quase toca a tua pele e descobre os segredos q lá moram...
Mas a felicidade sempre foi senhora do seu nariz e nunca gostou de cordéis...
E eu sempre achei q os anéis me castravam os dedos...
Ás vezes, à noite,
quando os violinos choram poemas pequeninos,
de historias de amor inacabadas,
eu revejo este tormento de sina menina e marota...
Porque se cruza o caminho quando o passo já não tem espaço de manobra?
Porque nos cai no colo a felicidade a rir as gargalhadas,
quando sabemos q temos de lhe pedir para falar baixinho?
Preferia q fossem lagoas as tuas palavras, mas escolheram ser ondas...
Ás vezes trazes areia revolta nesse corpo à solta e sabes q me magoas...
És mão na minha mão,
tão cheia de segredos e de medos de ser feliz...
A paixão pode ser assustadora, de tão devoradora,
mas também se rende e aprende...
A brisa já não dorme aqui, deitou-se ao pé de ti desta vez...
Mas o tempo não perdoa, voa tão depressa...
Em breve,
o destino deve morrer na praia das tuas palavras,
cansado de corpo magoado, de nadar...
Chegarás a tempo de o salvar?
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