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résteas do verbo amar
as tuas palavras bailam desordenadas
entre paredes vazias de alma ferida
entre notas flutuantes de despedida,
tocadas por cornetas afiadas
são rumores intermináveis d’ infinito
que ecoam eternamente como um grito
impedido de fugir à solidão.
derretem-se em fogo circunscrito
ateado por acto já prescrito
nas queimadas acendidas no verão
brados desesperados soam no ar
résteas gritantes do verbo amar
rangem entre chamas, vociferam alto,
embalam centelhas em sobressalto,
debaixo de fogo forte, difícil de apagar
ouço-o crepitar em poros de pele queimada
por ácido de paixão em gotas derramada
que me deixa expectante e acordado.
conto chagas em cada noite que passa
alimentando uma esperança escassa
de voltar a ser simplesmente amado
choro então, por beijo de saliva quente
curandeiro desta mágoa ardente
pousada em mim com tanta exactidão.
rói-me por dentro o coração
que bate desprendidamente
e me deixa aqui num viver ausente
perdido, descrente, em hibernação
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Ministério da Poesia :
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