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VANDALISMO EMPRESARIAL

Tem coisas que eu acredito
Por eu mesmo presenciar
Se alguém viesse me contar
Eu entraria em conflito
Nem que jurasse ao "bendito"
Eu diria "isto é mentira"
Quem duvida que confira
Ou, se pode me ler
Leia o que vou escrever
Pra aliviar minha ira

Vejam só o tratamento
Que recebe o brasileiro
Aquele que o tempo inteiro
Passa trabalho e sofrimento
Só consegue para o sustento
Andando abaixo da pobreza
É vítima da esperteza
Da minoria que domina
Pois a ganância assassina
Os acompanha até a mesa

Para obter bons resultados
Na tal "balança comercial"
O "Vandalismo Empresarial"
Massacra os assalariados
Os cidadãos injustiçados
Pelo poder da minoria
Vão consumindo porcaria
Que lá fora ninguém aceita
E o empresário aproveita
Pra nos vender no dia-a-dia

Carne é do boi veterano
Que já estava aposentado
Verdura, legume estragado
Que só se leva por engano
Confecção do pior pano
Móveis de restos de madeira
São promoções no crediário
Um velho conto do vigário
Que nos pega a vida inteira

O preço sobe na enchente
Se não chove sobe também
Ou por algo que vem do além
Vão mexer no bolso da gente
Se baixar foi um acidente
No cérebro do economista
Que logo ali o preço muda
O produto sobe de novo
Segue a exploração do povo
Num eterno "Deus nos acuda"

No mercado é dura a jornada
Não é má vontade ou mania
Achar uma fruta sadia
É uma difícil empreitada
Procuro e não acho nada
Pouca vergonha no cenário
O que é bom ri do meu salário
Frango é melhor que se deixe
Pois vem na água feito peixe
Que alguém compra para o aquário

É a água mais cara que pago
Pois vai para a balança junto
Ainda tem muito mais assunto
Que por enquanto não trago
Tenho que encontrar um mago
Quem sabe um santo ou vidente
Que mude esse quadro crítico
Mas que nenhum seja político
Porque se for por certo mente


Sérgio Teixeira

Bagé/RS

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quarta-feira, janeiro 26, 2011 - 00:56

Ministério da Poesia :

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Sérgio Teixeira

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