LÁGRIMAS SEM DIQUE


Ângulo que caminha
sozinho no pé do meu olhar.

Dilacerado sol.

Cruento raio em grito.

Sequaz tisna.

O céu flutua na minha pele.

Forro em azul cruel,
tingido de sombras feitas de mel.

Borboletas metade pombas,
metade crocodilo.

Nuvens como teias
onde o tempo é uma fêmea ciosa.

Tarântula esfomeada.

Céu onde a meia-noite
voa alto nas minhas mãos.

De asa calva,
encalvecida em pranto.

Ninhos de trovas a pique.

Madressilvas,
jorro de lágrimas sem dique.

Rio de cumes cuja corrente
é o corpo em avalanche frágil.

Em beijo insosso sobre outro corpo.
 

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Viernes, Julio 8, 2011 - 01:35

Poesia :

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Henrique

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