OLHOS COMO ESGOTO NA FALA DAS MARÉS


Península de imaginários,
fadários histéricos.

Trovão em desabafo
sobre o alvo vedado das coisas.

Loisas que não cabem
na algibeira do impossível.

Bloco desemparelhado
na penitência do acontecer.

Sopro em nó no tear dos dias.

Utopias onde sinto perder o corpo.

Cruel útero em rédea solta
pelo ralo raquítico da alma.

Desaguar em palma engelhada.

Deixo os olhos
como esgoto na fala das marés.

Ires como algas que me mordem os pés.

Iras com trincas de distância.

Engodo o olhar com pedras
das quais alço açoteias à tristeza.

Açoite defluído da inocência.

Culpa que me trouxe
a este enxovalho de cascalho sem nome.

Orvalho de ser gaio num riacho desidratado.
 

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Martes, Julio 12, 2011 - 22:02

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Henrique

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