LAR DE NÃOS


Lugares de incerteza.

Infinito
cujo espaço é abrigo
de esquinas incurváveis.

Manejo de facas imaginárias.

Rastejos sobre a veia
das palavras difíceis de dizer.

Fáceis como grito de raiva.

Ardumes
que correm como formigas
pela pele do poema em agonia.

Cantigas sem selo.

Dores em tons
de amar que deixou de sê-lo.

Labirintos
cujo desenho são espirais.

Tonturas em abismo
num corpo traçado de adeus.

Ser em sombra.

Penumbra
que nos recebe cruel
à pedrada no seu lar de nãos.

 

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Martes, Julio 19, 2011 - 19:30

Poesia :

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Henrique

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