Aos amores impossíveis

Amo-te desde o dia em que te vi.
Mas por não poder amar alguém assim
quero odiar-te de morte,
matar-te com o que este amor tem de mais forte,
que é o nós.
É a viva voz
que grito que te amo!
É no silêncio deste olhar de despedida,
sabendo-te o amor da minha vida,
que pela última vez a mim te chamo...
Então sorrio-te. Dou-te um último beijo.
E cravo-te fundo
(como se fosse matar todo o mundo)
Esta adaga que tem o tamanho do desejo
que por ti sinto.
Agora vou partindo,
vendo, a cada passo, que de mim vai caindo
tudo o que de nós me lembro:
aquele olhar,
aquele sorrir,
o carinho que acabará se diluindo,
o amor que vai escorrendo.

Para que te mato, se eu já estou morrendo?

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Sábado, Enero 21, 2012 - 16:06
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Rui Costa

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Comentarios

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Lindissimo

Muitos parabéns pelas palavras, adoro palavras que dizem exactamente o que querem dizer,

gosto tambem quando se usa "matar" e "morrer" sem pruridos!

 

Lindo lindo,

 

 

 

um beijo

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muito obrigado pelas

muito obrigado pelas palavras.

 

há tantos amores impossíveis, não é verdade? uma espécie de "morrer estando vivo".

 

um beijo.

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