QUANDO TUAS LÁGRIMAS PROCURAM LEITO
Fazes do meu olhar o teu precipício.
Cais pelos meus olhos abaixo
em todos os sentidos menos a mim.
Ficas distante.
Escureces ainda mais as noites
para me cegar os passos de te encontrar.
É sobre mim que choras
quando tuas lágrimas procuram leito.
É sobre mim que tuas lágrimas de adeus
são ferrões de vespas a picarem-me a pele da alma.
Fazes das minhas mãos os rochedos
onde o mar da tua tristeza embate insubmisso.
São minhas mãos ilhas frágeis
diante a tempestade ferida dos teus sentimentos.
Deixaste nas minhas mãos sombras
que te apagam o sol.
Fazes do meu pensamento cidades
que tua dor destrói.
Transformaste-me o pensamento num túmulo
onde jaz nosso passado.
É meu pensamento um pântano
onde as tuas palavras se afundam em silêncio.
Fazes da minha voz um vento infértil
sobre o deserto dos teus sonhos.
Usas minha voz como vil chicote
nas tuas cicatrizes interiores.
Deste minha voz como refeição aos fantasmas
que te assombram o sorriso.
Fazes dos meus sentimentos o gume
que te corta os pulsos da saudade.
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Comentarios
Meu amigo, não sei se
Meu amigo,
não sei se se deveu ao momento por que passo,
não sei se é pela qualidade tão elevada da tua escrita poética.
... apenas sei que ao ler este teu poema,
tive vontade de o dizer, clamando em público,
coisa que nunca fiz, nem sequer com os meus poemas.
Abraço.