Sem Abrigo

'Podes achar que estou coberto
mas não me escondo.
Sou a realidade de um país em declive.
Porque receias aproximar-te?
Sou um simples velho que carrega consigo
a fome e a dor do abandono.
Sem telhado onde me proteger,
este é o meu trono
onde hoje sou rei.
Se outrora fui, hoje infelizmente já não sei,
amado pela gente que considerava meu povo.
Não há como começar de novo,
sou um ser dispensável da actual sociedade.
Para mim, a esperança é uma palavra que chega tarde.
É visivel a minha falta de saúde,
envelheço com o passar dos dias,
a chuva que cai nos dias de inverno,
não matam a minha sede.
Sinto-me fraco,
protego-me com aquele pedaço de cartão
que recolhi através do único comércio onde
tenho acesso, o lixo.
É lá, que vou conseguindo obter, os meios de sobrevivência,
objectos que a sociedade rica, vai-se
desfazendo por já
não lhes servir.
Talvez comigo tenha acontecido o mesmo!
Com o tempo, fui ficando sem força,
frágil e quebradiço
perante os tempos que se viviam.
Monetariamente necessitado,
Procurei um modo de sobreviver
alguém que me estende-se a mão.
Mas deixaram-me cair,
e hoje sem uma cama que me conforte,
Durmo no chão.. ''

Texto De : Diogo Rosa

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Miércoles, Abril 25, 2012 - 00:15

Poesia :

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DiogoCruz

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Comentarios

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Caro Diogo Parabéns pelo que

Caro Diogo

Parabéns pelo que declamas, que é uma realidade cada vez mais explicita e sentida, neste "raio" de país.

Beijo

Joana

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