ANÁLISE DE COMPORTAMENTOS DO SER HUMANO

A Infopédia, num artigo sobre “Psicologia do Comportamento”, diz o seguinte: O psicólogo americano John Broadus Watson (1878-1958) foi considerado o pai do comportamentalismo ao publicar, em 1913, o artigo "Psicologia vista por um behaviorista" que declarava a psicologia como um ramo puramente objectivo e experimental das ciências naturais, com a finalidade de prever e controlar o comportamento. Watson era um defensor da importância do meio ambiente, na determinação de todo o comportamento humano (oposto à hereditariedade) e acreditava que toda a aprendizagem era o resultado daquilo que ele designava por hábitos. (sic)
Até aqui estou de acordo, embora sempre estivesse convencida (e talvez esteja, ainda, balouçando entre as duas) de que o comportamento é, também, hereditário.  Acredito em desvios dessa hereditariedade, durante a formação da personalidade, na criança, desvios esses  provocados por estímulos  ao longo desse período. Contudo, defendo que, para avaliarmos diferenças relativamente aos diversos comportamentos de cada pessoa, teríamos de ter – a servir de base à nossa avaliação – um padrão aceitável por e para todos e isso não é, quanto a mim, possível, dada a formação de cada indivíduo,  seja moral que cultural.  Opiniões sobre o que é diferente variam de pessoa para pessoa  e tornam-se bastante polémicas.  Basicamente, seria necessário começarmos por saber quando podemos considerar determinado comportamento anormal , relativamente a um padrão altamente questionável e isso implica estudos de vária ordem, que podemos não ter.  Prefiro ir por um lado simplista, que justifique a minha relutância em aceitar que alguém, como eu, com conhecimentos elementares sobre essa matéria, julgue determinados comportamentos, desde que esses mesmos comportamentos não prejudiquem a tranquilidade e o bem estar dos outros.

É costume ler, ou mesmo ouvir, críticas de avaliação de comportamentos que geram em mim um certo mal-estar. Quando se comenta, seja positiva que negativamente, uma determinada atitude ou um determinado comportamento, cada pessoa fá-lo tendo como ponto de referência “o seu padrão”. Ora isso estará, em minha opinião, errado.  E estará errado porque carecerá da avaliação dum todo relacionado com o indivíduo cujo comportamento se comenta, pois nem sempre temos um conhecimento profundo dos seus porquês, da sua personalidade, do seu carácter, da sua formação - seja moral que académica – da sua vida, da sua cultura, etc., etc..  Sabermos quão pesada terá sido determinada carga psicológica que, eventualmente, o tenha levado a reagir a um estímulo desta ou daquela maneira, não é tarefa fácil, pelo que deveremos deixar que seja avaliada por peritos nessa matéria, muito embora, mesmo esses, nem sempre estejam de acordo entre eles.

Cada indivíduo é uma caixa fechada com surpresas que, muitas vezes, nos deixam de boca aberta, por causa de comportamentos seus inesperados. Mas eu não estou à altura de julgá-los. A menos que tais comportamentos prejudiquem a vida dos outros. Daí resulta a minha permanente tentativa de não julgar, de não conjecturar, mas confesso que nem sempre é possível devido a este meu lado Virginiano, do qual não gosto.

Maria Letra

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Martes, Diciembre 4, 2012 - 01:54

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