Não tens tempo para a poesia

Não tens tempo para a poesia, para seres poeta precisas que te deitem água nos pés. Precisas do grito para te desprender das cordas do destino que sempre vai existir entre ti e a tua família convencional, entre ti e entre todos os mandamentos e todas as religiões. Não tens tempo e essa falta de tempo está entre ti e outro corpo e depois o suor do outro corpo com o suor do teu corpo vai ser uma gritaria pela casa. Tu vais trabalhar, vais acordar muito cedo para a tortura produtiva que te compara a uma máquina adaptável a um sorriso feliz e obediente. Vais entrar naquele comboio e engolir o sopro frio da chaminé daquela fábrica. Quando regressares vais encontrar uns braços abertos, uns olhos muito vivos. O perdão do mundo nos lhos dos nossos filhos

lobo

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Jueves, Junio 25, 2009 - 16:28

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Re: Não tens tempo para a poesia

Não estou seguro que sejam incompatíveis, mas adorei a provocação.

Abraço

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