QUERER DEMAIS

Querer demais

 

 

Para alguém basta um túmulo verdadeiro,

Para quem não chega o mundo inteiro,

Nele apenas guarda o seu corpo,

Que não tem ambição depois de morto.

 

Muita ambição excessiva e obcecada,

Não vale absolutamente nada,

Se viver só para a sua obcecada riqueza,

E amor para si e para os outros não deseja.

 

Viver e ter apenas olhos para o dinheiro,

Vivendo pobremente num pardieiro,

É um doente incurável que mais nada vê,

Passa fome para não gastá-lo não sei porquê?

 

Tem dinheiro para adorar esperando,

Que o tempo o conserve, para alguém vai ficando,

Não gasta em si e não faz bem a ninguém,

E assim vai vivendo uma vida de desdém.

 

Não sai à rua é um guarda a tempo inteiro,

Para guardar o túmulo do seu dinheiro,

Sem pensar que num túmulo acabará,

E de lá o seu corpo nunca mais sairá.

 

Ter riqueza e viver escondido do mundo,

É um avarento que tem a vida no fundo,

Tem alma mas não sabe que a tem,

Nem sabe o que é ter amor por alguém.

 

O dinheiro é o seu amor e o seu deus,

Que um dia lhe vai dizer adeus,

Vai ficar sem dinheiro e sem o mundo,

E ficará eternamente no seu túmulo.

 

A riqueza fica sempre para além de nós

A morte leva tudo até a nossa voz,

Os olhos fecham-se e a ambição acaba,

E todo o mundo em cima de nós desaba.

 

 

Tavira, 26 de Maio de 2011 - Estêvão

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Lunes, Julio 8, 2013 - 09:07

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José Custódio Estêvão

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