O MAL DOS OUTROS

O mal dos outros

 

Com o mal do outro posso eu bem,

Porque não sinto o que o outro tem,

Digo quando tenho o meu bem-estar,

E no outro eu não quero pensar.

 

O mal e o bem acontece a toda a gente,

Mas só quem os tem é que sente,

Não acontece a todos ao mesmo tempo,

E o mal dos outros, eu não lamento.

 

O bem dos outros eu invejo, quero ter,

Mas o mal do outro eu quero esquecer,

Se o bem e o mal fossem bem repartidos,

A todos o mal e o bem seria sentido.

 

Não devo ficar contente com o mal alheio,

O meu pode vir a caminho, tenho receio,

Digo mas não penso porque não sinto,

O mal que o outro tem e nem pressinto.

 

Sentir o mal do outro eu posso avaliar,

A dor que o outro sente e posso ajudar,

Não só com palavras mas também com carinho,

Porque o meu mal pode vir a caminho.

 

Se eu nada sentir com o mal de alguém,

Não sou gente, nem humano, nem ninguém,

Não tenho sentimentos nem amor,

Porque não sinto o mal do outro, a sua dor.

 

Eu quero ser humano, gente de sentimento,

Não quero sentir com o mal contentamento,

Quero ter o meu eu sem ser egoísta,

Quero sentir a dor do outro sem ser altruísta.

 

 

Tavira, 27 de Novembro de 2011-Estêvão

 

 

 

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Miércoles, Junio 11, 2014 - 10:30

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José Custódio Estêvão

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Comentarios

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poema

Gosto do comentário. Tudo de bom para ti.
Abraços
Estêvão

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O mal do outro

O mal do outro um dia pode ser o nosso mal. E enxergar o mal alheio pode ser sempre a melhor forma de nos tornar mais humanos.
Abraços

http://embalandosonhos.blogspot.com.br

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