GRITO QUE AS MÃOS ACENAM NO ADEUS

Por tamanhas distâncias

se estende e tomba
a vastidão do meu olhar,

em profundos veres que se afundam
ao fundo do infinito.

Grito

que o pensamento pensa,

que o silêncio diz,

que a alma grita,

que as mãos acenam no adeus.

Rios que riam dentro das lágrimas.

Fumos sombrios

que as fogueiras vertem sem paixão,
sem lenhas de amor, sem cinzas de saudade.

Entrelinhas em branco nas páginas da solidão.

Outonos de tristeza
que sopram os desmaios do tempo
pelas esteiras que a poesia pisa insana,

sem musas,
sem sonhos nem tusas.

Loucuras como um ponto final
cujo fim pontua no parágrafo das rugas.
.
.
Henrique Fernandes

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Sábado, Enero 10, 2015 - 23:07

Poesia :

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Henrique

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