O fim de uma paixão

No crepúsculo do amor, deixo-te ir embora, 
Como folhas dançando ao vento a se despedir. 
Nossos corações, outrora em sintonia, 
Agora se afastam, do fundo d'alma a evadir. 
 
Teus olhos, que outrora brilhavam como estrelas, 
Agora refletem a tristeza das despedidas sem volta. 
Os sorrisos que trocávamos, doces e intensos, 
Hoje se dissipam, tornando-se parte de uma revolta. 
 
Caminhamos juntos por veredas da paixão, 
Agora seguimos rumos opostos, em desatino. 
Os juramentos feitos à luz da lua cheia, 
Desvanecem-se, como uma promessas do destino. 
 
O amor que florescia, agora murcha como uma flor, 
No jardim da nossa história, é o fim da caminhada. 
Deixo-te ir, libertando nossos destinos, 
Como pássaros que voam para longe em sua revoada. 
 
A tristeza se entrelaça com a brisa noturna, 
E a saudade, como sombras, toma forma obscura. 
Desatamos os nós que o tempo não soube desfazer, 
Deixo-te partir, e a solidão é uma noite escura. 
 
Mas, ao findar este capítulo da nossa jornada, 
Guardo as lembranças, pois a vida é uma recordação. 
Partes, eu permito, mas o carinho não se desfaz, 
Em meu peito, preservo o que um dia foi uma paixão. 
 
Deixo-te ir, como o sol se despede ao anoitecer, 
Mas as marcas do nosso amor permanecerão no sonhar. 
Sigamos adiante, em busca de um novo amanhecer, 
E que a paz nos encontre, no desejo de amar. 

 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

www.odairpoetacacerense.blogspot.com

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Viernes, Enero 5, 2024 - 19:50

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