CARDÁPIO INDIGESTO

No meu caminho encontro restos
De coisas não encomendadas
Muitos cardápios indigestos
De iguarias estragadas

Nas redes de TV começo
Com as programações normais
Que são pobres com alto preço
Todo dia coisas iguais

O mesmo filme na chamada
Na mesma tela sem parar
Tem desenhos na madrugada
Que crianças não vão olhar

A criançada aprecia
O que é de dia e tem censura
Na madrugada quem diria
O adulto assiste a candura

Tem o programa independente
Fala alguém o tempo inteiro
Abrindo os caminhos da mente
-Acesso ao cofre do dinheiro

Milagre falso faz alguém
Dinheiro a pedir sempre mais
Por ser falso não faz, porém
Curas nos doentes terminais

Navegar hoje é necessário
A pesquisa tem o refino
O sucesso do noticiário
É a estampa de um assassino

De extraterrestres e da “vinda”
Ouço falar desde criança
Nada disso eu vi ainda
E nem de ver tenho esperança

SÉRGIO DA SILVA TEIXEIRA
BAGÉ/RS/BRASIL.

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Domingo, Julio 13, 2025 - 19:20

Poesia :

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Sérgio Teixeira

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Caro poeta

Tua veia poética não se esgota. Parabéns.

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