Alcanço os teus olhos
Alcanço os teus olhos com o meu corpo. O firmamento do meu corpo tocado pelos teus dedos humidos. O teu corpo arrefece sobre a minha mão, sobre os versos da minha boca.
Desejava plantar uma árvore nos teus olhos, o silencio das nuvens contornando com fogo pássaros invisiveis no teu intimo.
Meu amor eu guardo o teu canto e adormeço iluminando as montanhas e as raizes.
Desejava plantar uma árvore nos teus olhos, a voz das ruas sobre o pensamento dos camponezes e das crianças nuas. A fome de abandonar as palavras infelizes deste meu andar errante.
Tu com os meus lábios queimaste a sombra dos meus dias repetidos.
Agora tento voar como um largo raio de sol que me recita e me canta com uma intenção forte e segura.
A rua absorveu o dom dos homens. A noite ficou na tua pele. A caligrafia que imagino ser o desenho das montanhas e das mãos velhas segurando o sentido das histórias antigas guardadas nas profundezas dos mares e dos sonhos gravados no caule das árvores.
Alcanço os teus olhos com o meu corpo, o teu nome inscrito sobre as pedras lisas, sobre as mãos rudes do mundo
Lobo 09
Submited by
Poesia :
- Inicie sesión para enviar comentarios
- 2058 reads
Add comment
other contents of lobo
| Tema | Título | Respuestas | Lecturas |
Último envío |
Idioma | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Prosas/Ficção Cientifica | Alguem te olha os olhos escuros | 0 | 2.704 | 11/18/2010 - 23:05 | Portuguese | |
| Prosas/Lembranças | Mãe pode ser um momento vago , primeira parte | 0 | 2.385 | 11/18/2010 - 23:05 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | Havia um espírito cheio de pregos | 0 | 2.011 | 11/18/2010 - 23:05 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Assim continuamos a tirar vermes da cartola. | 0 | 1.926 | 11/18/2010 - 23:03 | Portuguese | |
| Prosas/Contos | Anda alguem a desacertar o relogio do mundo parte 5 | 0 | 2.610 | 11/18/2010 - 23:03 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Ter os olhos pousados nas estradas | 0 | 2.376 | 11/18/2010 - 23:03 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | Seguimos os gestos que a cidade desenha nos corpos | 0 | 2.528 | 11/18/2010 - 23:03 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Estou a perder-me | 0 | 2.205 | 11/18/2010 - 22:56 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | A princesa ama o dragão | 0 | 3.234 | 11/18/2010 - 22:55 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Menino Jesus vamos jogar ao monopolio | 0 | 1.935 | 11/18/2010 - 22:51 | Portuguese | |
| Prosas/Ficção Cientifica | Ainda há policias bons | 0 | 2.494 | 11/18/2010 - 22:51 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | a alma nhaé como o cume da monta | 0 | 3.062 | 11/18/2010 - 22:50 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Rua da paragem sem álcool | 0 | 2.172 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | Coisa que a morte não faz | 0 | 2.801 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | As leituras sobre a natureza | 0 | 2.588 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Entrego-me ao rio | 0 | 2.136 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Ficção Cientifica | A rapariga dos sapatos vermelhos 3 | 0 | 2.583 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Ficção Cientifica | Um certo tempo do amor | 0 | 2.617 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Ficção Cientifica | Assim de repente | 0 | 2.329 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | A rapariga dos sapatos vermelhos | 0 | 2.428 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | A rapariga dos sapatos vermelhos 2 | 0 | 2.204 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | Os cavalos amarrotam o papel 3 | 0 | 3.018 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Ficção Cientifica | A mulher que tinha sémen nos olhos parte 3 | 0 | 2.288 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Mistério | Não era milagre andar sobre as águas | 0 | 1.756 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Os cavalos amarrotam o papel. 2 | 0 | 1.944 | 11/18/2010 - 22:47 | Portuguese |






Comentarios
Re: Alcanço os teus olhos
Bonito, num erotismo sublime e arrebatador.
Parabens!
Morgana Ray
Re: Alcanço os teus olhos
para quem dedicaste apenas deixo um olhar, ao longe,
a ti... deixo um abraço.
gostei
Re: Alcanço os teus olhos
Excelente
Só mesmo ao alcance dos teus olhos e da tua escrita
Adorei
Abraço
Re: Alcanço os teus olhos
Sim, o dom dos homens estão se perdendo através do tempo. O que é humano perde-se na balbúrdia dos desejos egóicos insatisfeitos.
Parabéns pelo belo poema.
Um abraço,
REF
Re: Alcanço os teus olhos
Lobo,
esta sua mensagem traz muita tristeza e muito sofrimento...parece até uma vida ao relento aonde a noite é o principal ponto de partida e companheira de um tal "andar errante"....mas também pode ser interpretada de outra forma, por ex:
" Meu amor eu guardo o teu canto e adormeço iluminando as montanhas e as raizes." ...referindo-se a um amor impossível o qual dá origem à escrita, que pode ser vista como uma luz.
Ma so melhor das poesias são aquelas que nos fazem pensar e nunca chegar à verdadeira mensagem!
Fantástica é esta sua escrita :-)
Re: Alcanço os teus olhos
A carne dela empurra a carne nas ondas. As águas separam os escalpes secos sob o cabelo branco-nu & muito raro (Jim Morrison) Intensas palavras e muito significativas, verdadeiramente a rua absorveu o dom dos homens e a noite fica na pele dos nossos desejos.
Anita
Re: Alcanço os teus olhos
A verdade, é que apenas encontramos os dons da natureza nas maravilhas que esta consegue criar na forma feminina... e nos seus meandros...
Gostei muito, como sempre.
Abraço.
Re: Alcanço os teus olhos
Alcanço os teus olhos com o meu corpo, o teu nome inscrito sobre as pedras lisas, sobre as mãos rudes do mundo
LINDO POEMA, GOSTEI!