Encontros e Partidas

Muitas vezes, eis que me percebo caminhando
Em estradas de remoto lugarejo
Divisando povos, continentes
Sigo sonhando,
E de passagem pelo Tejo
Por mares nunca navegados dantes

Outras vezes, eis que me percebo retornando
Em cantatas do velho órgão barroco
Ouvindo Bach na ária para a corda sol
Ou no Messias de Häendel, levitando
E na abstração do momento, troco
Os mares pelos ares, agenda pelo rol

Quantas vezes, nos reencontramos
Em algum porto distante,
Recantos de capitães, nativos e marujos,
Na mesma cantina, festejamos
Mais um encontro, outra partida anunciante,
E aquela velha canção nos incansáveis realejos.

AjAraújo, o poeta humanista, poema escrito em Janeiro de 2002.

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Viernes, Diciembre 11, 2009 - 22:25

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AjAraujo

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Quantas vezes, nos

Quantas vezes, nos reencontramos
Em algum porto distante,
Recantos de capitães, nativos e marujos,
Na mesma cantina, festejamos
Mais um encontro, outra partida anunciante,
E aquela velha canção nos incansáveis realejos.

Imagen de sondelamer

Re: Encontros e Partidas

Quantas chegadas e partidas há dentro de nós!
Gostei de ler.

Bj

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Re: Encontros e Partidas

É vero, poetisa. Adorei a sua visita. Entre Brasil e Portugal há mais encontros do que possamos imaginar.
Bj no coração.

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Re: Encontros e Partidas

BELAS REFLEXÕES, DENTRO DA POESIA!
GOSTEI,
MarneDulinski

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Re: Encontros e Partidas

Ajaraújo,

Bela poesia! Grande verdade! :-)

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