Crepúsculo

À melancolia do Crepúsculo
junto a inutilidade do riso esdrúxulo.
Como Carlos* estou só, na América.
Nessa terra famélica
em que a Lógica Aristotélica
troca o Sonho Aquariano
pelo pesadelo Malthusiano.

Tantos Homens, tantos danos ...
alertam os Cantos Gregorianos
que evocam Milagres Arcanos,
a paz nos conflitos Décanos
e fim dos tiroteios cotidianos.

Ainda sei
as mulheres que amei.
De algumas tenho saudades
(dos amores e das perversidades);
doutras, pouco recordo
nos pesadelos em que acordo.
Foram-se.
Fui-me.

Mas agora pesada Angústia me envolve,
como a bruma que tudo absorve
e que nenhum Deus absolve.
A noite escondeu suas estrelas
e terei que partir sem revê-las.
Será o último revés
nesse barco sem convés.

Referência à poética de Carlos Drumonnd de Andrade.

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Martes, Marzo 9, 2010 - 23:02

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fabiovillela

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Re: Crepúsculo

Ainda sei
as mulheres que amei.
De algumas tenho saudades
(dos amores e das perversidades);
doutras, pouco recordo
nos pesadelos em que acordo.
Foram-se.
Fui-me.

Adorei esta boa construção com ritmo de palavras num jogo espectacular de se ler!!!

:-)

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