era uma vez uma couve
Era uma vez uma couve que era muito feia e tinha muitas rugas. Decidiu ela ir ao instituto de beleza da Madame Cebola a ver se esta conseguia algum resultado, mas infelizmente os tratamentos não surtiram efeito. Andava a pobre couve pelo quintal com olhar cabisbaixo quando encontro uma lagarta.
- Senhora couve que cara é essa?!
- Sinto-me triste, feia e estou deprimida
- Minha amiga não se preocupe, acho que precisa de ajuda psicológica, olhe conheço um bom psicólogo, é tão bom que já curou uma abóbora esquizofrénica.
No dia seguinte apanharam o autocarro em direcção ao consultório do Dr. Alho de Matos. Quando chegaram na sala de espera havia um tomate criança com tendências agressivas , um melão com traumatismo craniano e uma banana epiléptica. Quando chegou a vez da couve ser atendida a secretaria uma cenoura de pernas bem feitas levou-as á presença do Dr. Este perguntou-lhe o nome e como era a relação com os pais, ela contou que o pai batia na mãe e que o irmão tinha sido pisado por um burro quando cumpria o serviço militar em Tancos. O psicólogo aconselhou-a a ler e a praticar desporto, então todos os dias de manhã ela ia ao estádio nacional fazer manutenção e á tarde ia na biblioteca ler livros de filosofia sobre a metafísica do repolho. Certa noite ao chegar olhou o céu repleto de estrelas e sentiu-se a cinderela das couves e pensou que talvez a sua beleza interior fosse a mais importante.
lobo
Submited by
Prosas :
- Inicie sesión para enviar comentarios
- 2732 reads
Add comment
other contents of lobo
| Tema | Título | Respuestas | Lecturas |
Último envío |
Idioma | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Prosas/Ficção Cientifica | Alguem te olha os olhos escuros | 0 | 2.760 | 11/18/2010 - 23:05 | Portuguese | |
| Prosas/Lembranças | Mãe pode ser um momento vago , primeira parte | 0 | 2.561 | 11/18/2010 - 23:05 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | Havia um espírito cheio de pregos | 0 | 2.041 | 11/18/2010 - 23:05 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Assim continuamos a tirar vermes da cartola. | 0 | 1.989 | 11/18/2010 - 23:03 | Portuguese | |
| Prosas/Contos | Anda alguem a desacertar o relogio do mundo parte 5 | 0 | 2.661 | 11/18/2010 - 23:03 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Ter os olhos pousados nas estradas | 0 | 2.574 | 11/18/2010 - 23:03 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | Seguimos os gestos que a cidade desenha nos corpos | 0 | 2.608 | 11/18/2010 - 23:03 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Estou a perder-me | 0 | 2.520 | 11/18/2010 - 22:56 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | A princesa ama o dragão | 0 | 3.336 | 11/18/2010 - 22:55 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Menino Jesus vamos jogar ao monopolio | 0 | 2.007 | 11/18/2010 - 22:51 | Portuguese | |
| Prosas/Ficção Cientifica | Ainda há policias bons | 0 | 2.536 | 11/18/2010 - 22:51 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | a alma nhaé como o cume da monta | 0 | 3.100 | 11/18/2010 - 22:50 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Rua da paragem sem álcool | 0 | 2.203 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | Coisa que a morte não faz | 0 | 2.883 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | As leituras sobre a natureza | 0 | 2.731 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Entrego-me ao rio | 0 | 2.173 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Ficção Cientifica | A rapariga dos sapatos vermelhos 3 | 0 | 2.647 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Ficção Cientifica | Um certo tempo do amor | 0 | 2.788 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Ficção Cientifica | Assim de repente | 0 | 2.666 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | A rapariga dos sapatos vermelhos | 0 | 2.650 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | A rapariga dos sapatos vermelhos 2 | 0 | 2.611 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | Os cavalos amarrotam o papel 3 | 0 | 3.269 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Ficção Cientifica | A mulher que tinha sémen nos olhos parte 3 | 0 | 2.578 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Mistério | Não era milagre andar sobre as águas | 0 | 1.945 | 11/18/2010 - 22:48 | Portuguese | |
| Prosas/Pensamientos | Os cavalos amarrotam o papel. 2 | 0 | 2.130 | 11/18/2010 - 22:47 | Portuguese |






Comentarios
Re: era uma vez uma couve
Tem muita piada!
Abraço,
Benedita Maldita
Re: era uma vez uma couve
Parabéns pelo belo texto.
Gostei.
Um abraço,
REF