NO INCÓGNITO DAS RAZÕES...
NO INCÓGNITO DAS RAZÕES...
Carmen Cristal
Por teus olhos eu via!...
Por nós dois eu sentia,
sem entender aquele silêncio,
o porque de estarmos juntos
e, mesmo assim, separados...
Nós e uma solidão compartida!...
No ar uma música triste,
dividindo espaço com as batidas
dos nossos corações...
Cada nota uma lágrima sentida!...
A magia do momento se revelando...
Nós e o silêncio!...
Eu perdida de mim, distante de ti...
Olhando um ponto ao longe
nos espaços daquela desunião,
vi a distância infinita que,
sem compaixão, nos separava...
Então chorei!...
Vi meus sonhos indo embora
pelas mãos da falta de entendimento,
que se colocava entre nós,
impedindo o diálogo,
o que daria fim àquela separação!
Eu estava só...
O momento se fazia
de um romantismo silente!...
Música e encantamento
faziam mais perceptíveis
nossos vazios,
maior o espaço entre nós...
E teu silêncio me dizia
que para nós não haveria
amanhã...
A distância que te colocavas
impedia que eu me aproximasse!...
Abafado o som da razão,
marcava o compasso da emoção
do momento...
Então percebi que a solidão
seria a página seguinte
daquela partitura...
Me senti morrer de dor!...
Onde estava o erro?...
Porque não percebias
o quanto eu te amava?!...
Te sentia triste, me sentia
amargurada!...
Queria o calor de tuas mãos,
o calor dos teus beijos,
o consolo da tua voz!...
Em mares de amor contigo navegar!...
Sonhei e acordei, nada acontecia...
Estávamos ali e o fim era iminente!...
Era um mundo a nos separar...
O olhar que não aconteceu,
a carícia que se perdeu,
o beijo não dado, não recebido,
o amanhecer não compartido,
o silêncio que precedeu o início,
marcaram o fim de um amor...
E o mais triste foi entender!...
Vi, por percepção, que me olhavas,
mas não me vias...
21/10/2009
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