Um destroçado sorriso
A vida escreve coisas estranhas em nossas almas.
Seu espectro retorna e sempre me assombra
Já que seu corpo disse o que o meu corpo queria saber.
Encontrar o que sempre procuramos e dizer adeus
É o mesmo que querer suicídio
E suicido a cada hora então,
Só que a dor é maior
Quando estamos mortos e caminhamos
Pelo trilho da impossibilidade.
Seu olhar levantou a manhã
Eu sou a noite desequilibrada
Que sente a dor pungente
Do sol da separação.
És algum encanto no sabor dos lábios.
Sinto sede de sua pele e de sua boca,
De sua voz e de seus pensamentos,
Nunca mais olharei para alguém sem antes
Ter-te a perturbar-me o espírito
Caminhas pelo meio dia triste
E pelo sol que não arrancas-te mais risos.
Ainda estou nas trevas e tentando criar o inferno
Enforcando dias e noites
Gritando para alguma nuvem
Sacrificando alguma lembrança
Amando apenas minha dor
Meu minuto meu velório
Minha vida meu sacrifício.
Mas levo algum sonho tentando arrebentar a noite e o meu sono
Na tentativa de transportar-te
Para o meu cínico sorriso novamente.
Submited by
Ministério da Poesia :
- Inicie sesión para enviar comentarios
- 2504 reads
other contents of Alcantra
| Tema | Título | Respuestas | Lecturas |
Último envío |
Idioma | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia/Desilusión | Cama sartriana | 2 | 2.278 | 08/08/2009 - 00:53 | Portuguese | |
| Poesia/Intervención | Ópium fumando Maio | 4 | 1.262 | 08/05/2009 - 20:05 | Portuguese | |
| Poesia/Erótico | À sorrelfa | 3 | 1.631 | 08/05/2009 - 16:08 | Portuguese | |
| Poesia/Meditación | Leitmotiv | 1 | 1.791 | 08/05/2009 - 15:22 | Portuguese |






Add comment