Sombra

A sombra da arvore me afoga em palavras
E deixo-as assim,só por falar
Todos os sentimentos conjugados e detalhados
A lógica dos binômios conceitualmente corretos
o plano de metas do dia
Resumidos na sombra da arvore que faz versos
Cantante como uma bela sinfonia,mas distante
Belo apenas por saber que há uma melodia em algum lugar
Assim como os pensamentos
E os versos das noites mal dormidas que nunca foram escritos
Nunca foram escritos,porque os melhores versos nunca são escritos
Vivem perdidos nas janelas dos carros
Nas carteiras enferrujadas,no travesseiro babado
E na sombra da arvore que me sento,mas agora eu escrevo
E se não escrevesse seria tudo melhor
Não se pode fazer nada com os poemas prontos
Antes ficassem na memória com a beleza dos poemas a fazer
Com a possibilidade da beleza vanguardista que não há
Mas escrevo,e noto que há ausência de palavras
Que há ausência de sentido,há uma ausência de tudo
Como se o rabisco não fosse exatamente um rabisco
E pudesse ser dedicado a qualquer um
Permaneço então esperando
Observando enquanto a menina em baixo da arvore escreve
Ela não é eu,nem foi,nem nunca será
Nem estes versos são meus,não,não,não
Meus versos feitos de sentimentos,não são estes que escrevo
Estes versos são apenas fluidos pendulares da rua e do vento
Meus sentimentos são complexos e digníssimos
Sim complexos e digníssimos,
Mas nunca foram escritos ou pensado,talvez nem ao menos sentido
Mas de certo são complexos e digníssimo
Sim sim...complexos e digníssimos

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Viernes, Diciembre 18, 2009 - 00:49

Ministério da Poesia :

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FernandaFontesArruda

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