fama e glória

Fama e glória

Era natural do Ribatejo
Amante de toiros e aventureiro
Triunfo e glória por desejo
Sonhava ser um famoso toureiro
Tinha essa ilusão contida
Jogava assim sua sorte
Pondo em risco a própria vida
E em cada corrida desafiava a morte
Trazia no sangue a paixão
De capa e muleta em seu poder
Fazia vibrar a multidão
Enfrentando a fera sem temer
Na arena era raro o dia
Que não punha o público em pé
Cada vez que o toiro investia
O público entusiasmado repetia – (OLÈ )
Conquistou a fama e a glória
Ficou para a história
E rival não tem
Toureiro como ele não há memória
Brindava cada vitória
Á sua velhinha mãe
Que de cabelos já brancos
Rezava aos santos
E a Deus também
Que protege-se o seu filho
Que com bravura e brilho
Sonhava ir mais além.
Dia a dia enfrentando os toiros
Brilhava em cada tourada
Foi conquistando os loiros
De uma carreira suada
Mas numa tarde em Sevilha
Quando toureava a preceito
Foi colhido numa virilha
E uma bandarilha trespassou-lhe o peito
Ficou na arena estendido
Abundantemente a sangrar
E o toiro ao vê-lo sem sentidos
Tornou a investir projectando-o ao ar
O silêncio na praça reinou
A confusão alastrou também
Ali tão longe tudo terminou
Deuo último suspiro e lembrou a sua mãe.
Conquistou a fama e a glória
Ficou para a história
E rival não tem
Toureiro como ele não há memória
Brindava cada vitória
Á sua velhinha mãe
Que de cabelos já brancos
Rezava aos santos
E a Deus também
Que protege-se o seu filho
Que a morte em seu trilho
Levou para o além.

Alex sullivan

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Jueves, Abril 8, 2010 - 05:08

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