Amada amiga

A uma amiga do destino

Amada amiga,
Confidente.
Crês em demasia
De texto feito
Sou criatura demente.

Buscas sentido em letra minha
Dela dizes ser grito
Escondida em memória baú
A letra em mim definha
Trato-te por tu.

Na senda de um querer conhecer
Concedo um pouco desta experiencia
Mais sentido porquê?
Quando se trata de existência.

Com certeza percebes esta demência
A doença que me afecta
O estar que se não quer
O desejo de ter
A conquista de poder
Onde qualidade é não ser.

Amada donzela
Não percais mais tempo com inutilidades
O tempo que por ti apela
Não é dado a estas futilidades.

Sou humano,
Um entre muitos
Que escreve pelo prazer de se ler
Pela saudade de se perder
Perdido na anulação do prazer.

Querida e amada amiga
Isto que te mostro
É crença no que já foi
É sonho intemporal
Angustia na palavra
Letra medieval.

Não busques sentido no que não o pode ter
Produzes amor
No impossível parecer
De ente que escreve por escrever
Consciente de génio não ter.

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Jueves, Abril 15, 2010 - 20:11

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