Fernando Pessoa

Aparece na cidade de Lisboa um futurismo
Em forma de criança a ser reconhecida
Fora da sua época, tendo Magdalena Nogueira
E Joaquim Pessoa como pais e academismo
Na sua personalidade tão absorvida.
Nesse ano de 1888 começava a zoeira.

Nos primeiros anos de existência
Sofre a perda do pai de família,
E ainda seu irmão, assim sua mãe se une
Com comandante e África do sul alterne.

Na tenra idade despertava para as letras
E Chevalier de Pas seria o início.
Na colónia Natal frequenta escolas inglesas
Onde se evidencia como discípulo sem baixuras
Até alcança Raínha Vitória, na ausência cicio
Lírico de inglês apareciam zelosas.

A rejeição de Oxford seria a perda dum sonhador
Inglês, e Portugal beneficiaria do compositor.
Regressa ao seu país para tentar o curso
De letras ter, contudo ficara transverso.

Sua avó cessara da vida, e com seu legado
Monta uma tipografia sem êxito nenhum.
Com seu ensaio emprega-se no comércio
Traduzindo correspondência e mensageiro virado,
Estreando a aguardente como acto comum.
Noutra metade da hora na escrita de vício.

Envolve-se com artistas da sociedade
E redige artigos e assiste tertúlias de utilidade.
Em tempo paralelo sobressai do seu eu
Indivíduos indeléveis do seu apogeu.

Antes dos irmãos e da mãe retornar
Aplicara-se nas diversas ciências aumentando
O seu intelecto. Foi viver com a família
E revelou em Ophelia moça amar,
Que sua afeição seria cartas a venerando
Contudo iria deixá-la pretexto interior abulia.

Nove anos após, volta a cortejar a sua amada
Novamente manuscritos a envia, indomada
Confusão aparece e estraga outra vez
A relação e nada vencerá a tibiez.

Com amigos lançava Orféu, que não resultava
De seguida cronista seria em publicações.
Conseguira editar poemas ingleses,
Somente ao pé da despedida anunciava
A única obra portuguesa sem reclamações
Do seu amor pela língua e pelos portugueses.

Com o pesar do fim da mãe, tenta na política
Se embrulhar apoiando registência única
Que depois critica do seu modo,
Sem jeito para tal deixa o estado.

Seu hábito continuará sempre a ser a poesia
E sua bebida, e é com esta última que lhe
Cria uma cólica hepática tirando-lhe tudo.
Alguns dos seus amigos já partiria
E os restantes o iam acompanhar na calhe
Da sua penúltima morada, para ir mosteiro feudo.

Assim em 1935, o famoso poeta desconhecido
Deixa este mundo que o culta depois de vivido.
Somente a escrita é a sua posse para os demais
Seres e absolutamente nada angelicais.

Místico de personalidade, gostava de escrever
Sobre tudo e mostrava um postura de perícia.
Seria eternamente um homem fora da sua época
E incompreensível, que lutara pelo seu querer
De perpetuar seu idioma, e sem vinculatória
De amor, mas efectivamente mestre unívoca.

Catherina Sanders

Parte do projecto "Os grandes portugueses - os 10 mais"

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Domingo, Marzo 9, 2008 - 12:47

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Re: Fernando Pessoa

Viva Fernando Pessoa, mais do que pessoa!!!

:-)

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