Cabelos louros

Tentativa é, de Cervantes, extrair objetivos —
Ó, idéia corriqueira adotada vez ou esta por ninguém! —
Ao passo que, do mundo como um todo, do Natal, eu fico aquém
Visando a estar à porta aberta do caminho alternativo.

Venero, todavia, um amigo seguro de que inexisto:
A ele, certamente, não farei quaisquer diferenças;
Tendo em vista, à vida toda, o rumar de suas crenças,
Faço deste Sol meu dia a rebater quaisquer perigos.

Cabelos louros hoje submersos à sua veia musical.
Num contrabaixo, os cabelos de um Sansão forte, imortal;
Às dez cordas da viola, a cabeleira de Berenice,
Seja em lenda, seja à astronomia à qual dedico minha origem.

Cabelos louros hoje submersos à sua veia musical...
Desrespeitosamente, ele invade folhas deste meu caderno,
Seja em minha irmã guitarra, seja em sua escrita magistral
Formada há quase cinco décadas desde que o mundo se tornara mais sincero.

Sua voz eternizada à voz do vento,
Suas letras compuseram o melhor de meus momentos,
Até mesmo esposa e filhos foram dados por presente
Desde aquele dia, minha vida o tomara por presente.

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Lunes, Febrero 21, 2011 - 02:06

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Caio Vinícius Reginaldo de Souza

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