Voz

Calada, a voz é branca
e o verso é inútil.
A chuva da noite
não me consola
com a solidão conhecida.

Outra rima não vem
e nem a procuro.
De tudo descuro,
cansam-me os esquemas
donde não jorram os poemas
que falariam do mal que sinto
nessas noites
em que a dor
me alucina,
sem que me baste
a morfina.

O ponteiro do relógio
percorre o caminho
de sempre.
A voz no telefone
não me atinge,
minha face logo finge
uma desculpa qualquer.
Não quero mais ouvir
esperanças no porvir.

Eu só queria
um alívio,
um silêncio
e que o novo dia
me trouxesse
um bilhete só de ida
para onde a dor
fosse banida

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Viernes, Abril 1, 2011 - 12:49

Poesia :

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fabiovillela

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Imagen de SuzeteBrainer

A dor transportada para as

A dor transportada para as palavras nesse teu poema ecoaram profundamente na minha alma,é difícil,mas a beleza e grandiosidade da tua poesia revela a tua alma de guerreiro e artista.

Um grande abraço com muita paz!

Imagen de MarneDulinski

Voz

Lindo poema, gostei muito!

Destaco os verso finais abaixo:

Eu só queria
um alívio,
um silêncio
e que o novo dia
me trouxesse
um bilhete só de ida
para onde a dor
fosse banida

MarneDulinski

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