Começo a conhecer-me. Não existo.

Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me
fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.

Álvaro de Campos

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Sábado, Octubre 11, 2008 - 17:07

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Álvaro de Campos

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Re: Começo a conhecer-me. Não existo.

Um poema com arte, razão e sentimento!!!

:-)

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