INFIEL AO SOALHO INFINDO DA MÃO


Na aresta do vento,
as ventas da palavra dão passo à nuvem.

Convergências do pensamento,
gotícula de ânimo insípido, meio de minúcia.

Cinzento de súplica moída a galope do tempo.

Sopro de sal em lágrima ninfa.

Retalho imperfeito, verbo sem tecto.

Esquecido para trás na sombra insone do rosto.

Espora escondida na frincha dos olhos,
íris encalhada na sede do corpo.

Migalha despenteada do perfume
que iça os lábios aos galhos de vidas desabitadas.

Beijo derrocado nas entranhas do murmúrio.

Canoa de popa perseguida
por luas imiscuídas de esquinas
onde o infinito se desanca em saudade.

Insano silêncio, assanhado à proa do poema.

Ilusão infiel ao soalho infindo
da mão que desnuda sozinha a estrada.

 

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Martes, Mayo 17, 2011 - 20:16

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Henrique

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