Final de Estação

Já se vão longe as folhas
soltas, dançando ao ritmo
Da mudança de tempo
Que anuncia chuvas

O que ontem era verde, florescendo
Hoje tinge de amarelo a paisagem
arrastadas pelo vento de agosto
cobrem os jardins e as praças.

Já se vão também os anos
das folhas dos calendários
na célere ampulheta do tempo
Que anuncia as fases da vida.

O que ontem era sonho, dourado
Hoje tinge de cinza, os cabelos
desalinhados pela direção dos ventos
traçam marcas na face, cobram de forma implacável o tempo vivido (e o não vivido).

AjAraújo, o poeta humanista, escrito em Agosto de 2009.

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Jueves, Mayo 26, 2011 - 04:24

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