MEL ENVENENADO POR FACAS DE LUZ


Meu rosto chega ao limite do não num sim.

Fantoche de uma chuva fria, pessimista.

Levo por diante
as traseiras do que nunca foi feito antes.

Evocando frases desconcertantes.

Ai solidão que me condena ao coma.

Sol em choro rendilhado no olhar em ruínas.

O meu tempo é órfão da saudade,
lágrima de entrelinhas viciadas nas letras da alma.

Saudade, eco de desgraça
escondida por entre colisões
de medo entulhado na sujidade da loucura.

Euforia desarrumada na nudez da lua
que se avulta dor na roleta do destino.

Cancelo a raiz de todo o vasto
que suicida o sonho derrubado por desesperança.

Desmaio que me finda em branco.

Domo de palavras ao léu,
gomo de pó em véu imperfeito.

O fácil da vida
é um desastre do acaso
que espairece a leveza do ser.

Todo o tempo, acontecer dissidente.

Tábua de espera
onde sou marioneta de simbolismos
intolerados ao risco que enfeita fantasias madrastas.

Mel envenenado por facas de luz
na carne negra da intuição disponível ao engano.

 

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Viernes, Junio 10, 2011 - 22:43

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Henrique

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