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Aperto
A saudade que aperta
A paixão já desperta
Não sabe se acerta
Um medo cruel
Não sabe se fica
Se deixa ou pratica
Um caminho que indica
Um rumo, um papel
No mês de agosto
Contra meu gosto
Bem firme no posto
Estava a donzela
Que quando olhei
De andar eu parei
E então comecei
A gostar mesmo dela
Nunca uma igual
Por bem ou por mal
Como aquela tal
Na vida entrou
Mesmo á querer
Sem entanto saber
Se fica ou correr
O amor já ficou
O amor é estranho
Na perca ou no ganho
Não vê o tamanho
Quem ama assim
Pode o mundo
No raso, no fundo
Ou bem mais profundo
Querer dar um fim
Nunca esquece
O amor que padece
E se pede na prece
Á favor da união
De um com o outro
Nem mesmo um indouto
É de pleno acordo
Com o coração
Assim é que foi
O olhar que depois
O unir entre dois
Na hora já vê
Basta prestar
Atenção e notar
Você vê brilhar
No olho que lê
E nem adianta
A força ser tanta
O amor quando planta
Já cria raiz
Na hora já cega
Coração se entrega
Ao chão escorrega
Sem palavras que diz
Lamenta e chora
No dia, na hora
Já chega agora
Há anos á fio
Daquele momento
De um sofrimento
Em nada um invento
Na hora que viu
Só resta espera
O olhar da janela
Pensando só nela
Se ainda assim
Como no dia
Na manhã que era fria
Quando ele via
Na saudade um fim
Mas a verdade
Cruel liberdade
E a realidade
É essa agora
Querendo saber
Sem ter como esconder
Um mundo pra ver
O quanto se chora
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Ministério da Poesia :
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