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Dor
Que mais posso ter além desta dor
Onde menos existe é a realidade
Provoca antagonismo sem querer
Provoca mesmo o sentir de rancor
Medindo a vida com serenidade
E pedindo apenas para morrer
Para esquecer a falta de um amor
Como seria na vida de verdade
Pois viver na ilusão de te querer
Faz me sentir que já nem a cor
Do sangue que sinto com caridade
Se padroniza neste modo de viver
Trocado pelo fingimento da dor
Fugindo a toda e qualquer realidade
Que me faz mentir se digo que é viver
Nada passa de uma melomania com fedor
Que me retira da seriedade
Para tentar apenas me emudecer
Com meandros da falsidade do malfeitor
Que me troca nas sombras da desonestidade
Para me sentir traído sem forças e sem merecer
Porque apenas eu quis ter o amor
E nunca sentir a troca desta mediocridade
Que tudo me fez perder
Quando me vi trocado por cavaleiro de cor
Que me transformou neste fardo da idade
Para sentir que fui traído por te querer
E saber enfim, que não sou merecedor
De viver mais um dia nesta prisão prateada
Por apenas querer viver
Com alguém me dê amor
Sem a falsidade de me trocar na cidade
Por cavalo branco, que me faz apenas sofrer
Procurando na morte, para mais não ter dor
Pois custa mais viver com a reciprocidade
Duma vida que escondo e não sei viver
Do que esperar que me dês teu prometido amor
Nas terras verdejantes onde se vive com velocidade
Do vento que apaziguará um coração cansado de sofrer
Ajuda-me, pois preciso de teu amor
Com a promessa da verdade
Para que não pense em morrer
Mas apenas quero com caridade
Me entregues teu prometido amor!
Sábado, 6 de Novembro de 2010
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Ministério da Poesia :
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