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É O SILÊNCIO A SOLIDÃO DO ADEUS
Ausência, elegia perfeita,
escaldão que envelhece os dias. Ao pó.
Datas de frio
como vulcão adormecido. Corpo desmembrado.
Horas sem nexo,
o longe que acontece longe. Sem lugar.
O porque do porquê. O porque não do não.
Espaço vazio,
o abraço que se afunda no rio. Chão débil.
O perfume que tortura a margem. Olhar recluso.
É o silêncio a solidão do adeus. Desenleio.
Olhos que choram a infância da noite. Beijo em espera.
Palavra dita pela pedra
a quem o vento ajusta o peso. Tristeza.
Leito de imolação. Murmuro frágil do fogo.
Asa que agita o tempo,
o falar enrolado num gesto como alimento. Infértil.
Arbusto fugidio em dor,
luz apressada que se abana do instante abusado. Amar.
Ápice imóvel, a lágrima.
Mão que pousa no retalho da fantasia. Rua nítida.
Estrada redonda, a alma.
Sedes oceânicas, marés satânicas.
Dedos que arranham
o soluço do caminho. Desapontados do norte
Casa aberta, chuva súbita.
Febre insípida,
a procura desfeita nos lábios. Voz ensurdecida.
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Comentários
É o silêncio...
O título é em si um poema...
Elegia ao silêncio, à solidão...Aniquilamento do sentir...
Bjo
É o Silêncio...
Não existe silêncio maior e mais doloroso do que o do Adeus...
Beijo
Um silêncio sentido com a dor
Um silêncio sentido com a dor da alma
Aprofundado na beleza singular da tua poesia...
Beijo
Um poema que deixa ecos a
Um poema que deixa ecos a descobrir e por sentir...
sinto que voltarei a ele num qualquer dos meus dias!
Um abraço
Rui