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INFANTICÍDIO DE BOCAS ESQUECIDAS

Encorajo o olhar
sobre a fome oculta
num infanticídio de bocas esquecidas.

Bocas a quem
o destino roubou a inocência
num tempo servido numa mesa vazia.

Junto dor à alma
com violência o sofrer de quem nada tem
no ópio do seu berço nem mesmo é lembrado
como alguém.

Pairo o pensamento
apunhalado por semblantes
de crianças escravas de um qualquer vício.

Crianças que não passam de ar frio,
que não passam de um sol que sobra
atrás das costas ignorantes.

Sinto esta vaga de gentes sós,
gentes que apenas choram ecos de maus-tratos.

Choros abstractos
apelando ao silêncio do seu estômago
tão oco quanto os sentimentos
de quem não os vê nem sente gente.

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domingo, novembro 15, 2009 - 01:50

Poesia :

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Henrique

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Título: Membro
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Comentários

imagem de jopeman

Re: INFANTICÍDIO DE BOCAS ESQUECIDAS

Choro contigo, ó Alma boa
1 abraço

imagem de IsabelPinto

Re: INFANTICÍDIO DE BOCAS ESQUECIDAS

O que fizemos hoje pelas crianças?
Essas que não vivem…
Essas que sonham pesadelos…
Essas que lamentam não ter nascido noutra galáxia...
Essas que estão ao alcance de uma mão...

Para ti que não as esqueceste um beijo do tamanho do universo :-)
I

imagem de RobertoEstevesdaFonseca

Re: INFANTICÍDIO DE BOCAS ESQUECIDAS

Seu poema diz verdades.

Gostei muito.

Parabéns.

Um abraço,
REF

imagem de Gisa

Re: INFANTICÍDIO DE BOCAS ESQUECIDAS

Poema tocante, comovente, e infelizmente real. Bonito trabalho, abraços

imagem de MarneDulinski

Re: INFANTICÍDIO DE BOCAS ESQUECIDAS

Choros abstractos
apelando ao silêncio do seu estômago
tão oco quanto os sentimentos
de quem não os vê nem sente gente.
LINDO POEMA, GOSTEI,
Marne

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