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Brumas da memória
A ria amanhaceu,corpo deitado em lençóis de lágrimas e de prantos.
O sal branco
Esperança de que alimenta os homens que de ti nasceram.
Os braços estendem-se na preguiça da alvorada
sulcos abertos pela forca de um rio de memórias
que se quis eterno
Dói-me a solidão deste barco abandonado
nos trilhos do tempo
Dói-me o silêncio dos amores esquecidos
disperso nas brumas da memória.
Percorro a história esquecida deste barco
abandonado, a deriva numa ria que já me pertenceu
Viagens de ida e volta
alimentando as almas da brancura do lençol
onde hoje descansas da fadiga.
Transportavas o alimento da terra
húmus da esperança de um povo
que viste partir.
Dói-me o vazio das lembranças
de um passado recente
Dói-me a ausência dos teus braços
que embalaram a minha infância
Os teus braços cansados recusaram-me o abraço e eu parti.
Parti um dia, numa manha escura do mês de Agosto,
a procura de outra luz
de outro sol que me viu renascer.
Tu continuas solitário a acordar nesse lençol
salgado pelas lágrimas do pranto dos que vistes partir.
numa manha escurecida pelas brumas da memória.
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Poesia :
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Comentários
Re: Brumas da memória
Essas memorias, estão tão bem escritas qu esquecemos a tristeza e maravilhamo-nos nos teus versos.
Re: Brumas da memória p/ Zaida
Olá Zaida
Um poema triste, aliás as partidas
sempre o são, e vai retar sempre as
recordações para quem deixou o amor
partir do coração...
Embora a tristeza impere os versos
estão lindos assim, como a tua poesia
Adorei
Beijinhos no coração