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Cegueira da alma
Já se fez noite
Sei disso pelo cheiro da maré
O mar, nunca o vi
mas sei como ele é!
Conheço o seu azul
é sal que sinto na pele
O sol que nos aquece
posso olhá-lo de frente
os seus raios não me ferem
O céu é onde me leva
a fé que tenho em Deus
Pena que muitos homens
sofram dessa cegueira!
Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
Submited by
domingo, junho 13, 2010 - 18:13
Poesia :
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Comentários
Re: Cegueira da alma
E que cegueira, Nanda, que cegueira.
De tal forma vivem alguns cegos,
que acabam por não viver o que de belo
e místico a vida tem.
Deixo-te por aqui um abraço, onde te releio
sempre com redobrado prazer.
Vóny Ferreira
Re: Cegueira da alma
"Já se fez noite
Sei disso pelo cheiro da maré
O mar, nunca o vi
mas sei como ele é!
Conheço o seu azul
é sal que sinto na pele"
Brilhante e profundo Nanda, num ver ser enxergar, e enxergar sem ver no sentir da alma.
Beijinho
Carla
Re: Cegueira da alma
O céu é onde me leva
a fé que tenho em Deus
Pena que muitos homens
sofram dessa cegueira
Feliz de quem tem fé, infelizes quem vê mas não enxerga. Grande abraço
Re: Cegueira da alma
"O céu é onde me leva
a fé que tenho em Deus
Pena que muitos homens
sofram dessa cegueira!"
Brilhante este teu poema Nanda, gostei tanto!!
Nunca vi o mar mas conheço-o pelo cheiro.... fabuloso!
Muito bem conseguido!
Beijinho em ti!
Inês
Re: Cegueira da alma
Olá Nanda
A cegueira da alma é uma das coisas que faz esta sociedade desumanizada.
Belo poema, Nanda. Gosto do que escreve!
Beijos,
Clarisse