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Cingindo a morte

Cingindo a morte

Veio em meu sonho, sedosa, afetuosa
feito ave plainando.

Contemplei fixamente o seu corpo
sinuoso e perigoso.

Com o terço nas costas, curvas a mostra,
anjo sexual e divino.

O vento gelado avivava a noite escura,
era temor e brandura.

Beijei sua boca horas a fio, corpo quente
corpo frio, trem e trilho.

Seu ar era gélido, lhe dei rosas vermelhas,
cheiraste demoradamente.

Você me deu a mão, andamos pelo jardim
um casal de corpo e alma.

Meu medo era forte, mas o fascínio era
a arma de morte fatal.

Abraçamo-nos novamente senti um
frêmito diferente.

Era eu cingindo a morte sedutora,
ela era a autora.

Perdi-me, me fundi a ela sem abranger,
despertei-me vivo querendo morrer.

http://poetadefranca.blogspot.com/
O NOVO POETA. (W.Marques).

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domingo, abril 22, 2012 - 17:02

Poesia :

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onovopoeta

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Comentários

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inevitável

e existe na morte
algo de inaceitável:
o apelo que faz corte
de algo inevitável.

1 abraç0o!

Abilio,,

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