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Devaneio

Um pequeno devaneio de meio de tempestade interior
Esse ir e vir dentro de si, esse procurar um eu inexistente...
Esse tentar entender uma única, ao menos uma razão para continuar...
É que olho as estrelas e mesmo diante do esplendor que lhes é próprio,
não consigo apreciar - lhes o brilho...E não ouço a canção que emanam...
É que tento reestabelecer artisticamente cada peça de cada ser humano
Cada ser humano que o universo me presenteia...
E nem tenho merecimento...Nem a mim mesma consigo montar...
O amor que sinto, as palavras que profiro , os presentes que tento dar...
Muito mais que metade não são entendidos...Me sinto afásica...
Ao erguer o olhar aos céus...Interrogo aos Deuses...
Se há tantos e tantos que, deseperadamente, permaneceriam...
Se há tantos e tantos que, pagariam preço que fosse por mais um dia...
Se há tantos e tantos que, honrosa e corajosamente lutam pelo fôlego....
E se tantos dos seus filhos não se querem ir...
A que custo manter um que nem sabe se queria vir...
A que custo insistir num projeto mal desenhado, mal executado,
A que custo insistir num ser que a cada duas conquistas, insiste num tropeço...
A que custo insistir num ser que não consegue ao menos ser bom...pelo menos não consegue
ser entendido...
Essa imperfeição que me condena...Esses erros que insistem em me apontar...
Esse ir sozinho que insiste em continuar...
Esses projetos que se acumulam e se concretizam e enchem os olhos do mundo,
mas não diminuem em nada o vazio que insisto em acumular...
Me digam, pelo amor de vocês (Deuses)...De que vem servindo esse existir...
O que há de errado em permitir uma troca (Os que querem insistir que me dêem a passagem que sonho)
Serei eternamente grata ao universo se simplesmente destituir - me do existir....
E imagino que farei bem maior à humanidade, se não contaminar - lhe a aura...
É que começo, meio e fim...
O começo (Trôpego, insistente e inadequado)...O meio (Sem razão aparente)
e o fim (Um presente aos que generosamente insistiram em me apoiar...Um descansar aos que me
carregaram nos braços...Um alento aos que ...)
Falta ainda o que mais falta: Coragem de concluir o que é de direito, o que é de obrigação....
Falta ainda mais ....Força para assumir que não é para permanecer...
Até quando essa insistência? E a que preço?
Me perdoem os céus por perambular pela terra...Se ao menos um destino...
Me perdoem os céus por devaneiar...por proferir improvérbios...
Me perdoem os céus pela inconstância...Pelo ir e vir sem permanecer...
Me perdoem...Acima de tudo, me perdoem...

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sábado, abril 25, 2009 - 23:50

Poesia :

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SARAH

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Comentários

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Re: Devaneio

Um pequeno devaneio de meio de tempestade interior...

A mais pura definição da tristeza...

Seja bem-vinda.

:-)

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