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Don Vasco
Vasco era um gordo taberneiro
que sonhava em ser guerreiro
Nobre com muito, muito dinheiro,
de El Rei, na corte conselheiro!
Farto de servir arruaceiros
mercenários e seus parceiros
alugou um asno,guardou o cobre
e foi para o reino, ser Nobre!
Ao apresentar-se no palácio
Toda a corte logo se riu,
El Rei, pasmado inquiriu
Mas afinal que o tráz por cá?
Oh El Rei, quero combater
Dos Mouros, tesouros trazer
Sou forte como um leão
Sou ágil como um tubarão
O bobo,grita lá do fundo
Mais um doido neste Mundo
Ri o povo todo junto
Do falso Nobre e seu Jumento
Não desarmou Don Vasco Nobre
Que queria deixar de ser pobre
e de mãos erguidas em clemência
Logo pediu ao Rei Paciência!
Mas o Rei, já estava farto
"Nobre é coisa de Sangue
não é trote de Asno,
Não há de facto Trato!
Don Vasco ajoelhou-se e tentou
Numa ultima manobra, desesperada
O cobre que trazia logo mostrou
para poder fazer parte da cruzada
Espantado com tal devoção, El Rei
Reuniu-se com seu conselheiro
Um parvo, um arrogante, já lhe direi
Mas El Rei, ele tem dinheiro!
Pois então assim seja, disse o Desejado
Se o Nobre quer morrer, isso não é pecado
Que combata com meus Nobres, nos Algarves
e derrote esses Mouros Alarves
Ao sétimo dia os Cruzados partiram
com Don Vasco na cauda do pelotão
Todos os soldados muito riram
com tamanho e ilustre figurão
Acontece que os espertos Mouros,
Haviam já Tomado o castelo de Tomar
Precavidos com arqueiros e outros,
O pelotão de D.Vasco começou a tombar
Como vinha afastado, o falso Nobre
Largou o Jumento, e escondido
aguardou o fim da batalha
E pela noitinha, levou a bandeira
O rei vendo chegar o Nobre Gordo
Cansado, exausto de bandeira
logo julgou ser brincadeira
e quiz ouvir como escapara
Oh meu Rei, que lutei tarde inteira
Até o Rei inimigo, deitado na liteira
ficou assustado com minha valentia
Mas eu os derrotei com mestria
Verdade?Que dizeis? eles eram muitos?
Mais que mil, meu rei, e a todos aviei
Mas como, estou deveras maravilhado
Proferiu el rei bastante pasmado
Mandaram-me trazer a bandeira
Pois a tal lutador de El rei
Matar-me e prender-me era asneira
E eles prometeram sair de Tomar
Como prenda de tão valentia
El rei lhe deu a filha
Num lindo e bonito casamento
De Don Vasco e seu Jumento!
...Por isso não existem, ainda herois vivos!
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Comentários
Re: Don Vasco
Mefistus sempre um prazer ler as tuas historias!!
Às vezes mais vale ser esperto q valente! LOL
Adorei!!
Beijinho em ti!
Inês
Re: Don Vasco
Mas que história emocionante... :-D
Adorei, que valente o Dom Vasco! :hammer:
Muito bom mesmo Mefistus, só tu para me fazer rir... ;-)
Beijinho!
Re: Don Vasco
Um conto, muito bem elaborado.
A estória, sobre a esperteza.
Gostei, bastante.
:-)
Re: Don Vasco
Mefistus, meu querido,
Que prazer ler as tuas comédias! Tuas histórias tão singulares, tão cheias da inteligência típica da comédia, meio de catarse, de expurgo através da ironia, de crítica da mais sutil e perspicaz! ADORO a tua escrita e ela é ÚNICA!
Um grande beijo.
Re: Don Vasco
Enormes são os teus heróis... grandiosos na tua fantasia.
Como sempre...
Gostei muito
Carla
Re: Don Vasco
Brilhante narrativa poética.
Você usou este chavão ("melhor ser um covarde vivo do que um herói morto") e o aplicou numa bela história com estrofes perfeitas.
Não é tarefa fácil deslizar o texto sobre um regramento formalizado, você o faz com genialidade.
Por fim, o seu personagem não é "covarde vivo" e sim "esperto vivo".
Abraço.