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Melancólico e vil

 

Melancólico e vil 

 

 

 

Atiraram em minhas asas cansadas sofridas e maltratadas.
Aproveitaram a hora que perdi a direção da longa estrada.
Foi na hora do vôo eu todo molhado deram gargalhadas.

Sobrevivi com vida tive as vestes e minha ilusão dilaceradas
no meu afastamento.
Perdi o caso e meu casamento com muita confusão e tormento
no meu novo lamento.

Estou machucado e reprimido e com meus fortes gemidos,
fui uma mira precisa no peito alcançado.
Domado esqueci o a ousadia e como um animal esquivo não
mato e no mato não me via mais dourado.

Enganaram-me e levaram principalmente você, não tem noção
quanta tristeza existiu.
Mas forte e enérgico continuei vivendo, ou sobrevivendo no dia
morto, forte e meio viril.

Expirei aos poucos por ternura, meu coração perdoou, mas não
esqueceu e eu também não olvidei perecendo.
Gostei demais não olhei detrás, era livre meu caminho, animalesco
cavado sem guia, sem ardil mas me mordendo.

Senti-me abandonado, cambaleando em minha estrada, em busca
de amparo,  e de um amigo febril.
bicho agatanhado mas por impulso intenso, minha trilha rescindi
uma tentativa melancólica e vil.

Sei que uma fina flor existiu, mas que não arrostou as ventanias
duráveis da falta de vida e muito calor.
Sei que os vestígios articulam, mas os versos silenciam o que
eu abafei por um intensa falta de amor.

Serei preciso em viver os pedaços não vividos que aquietaram
meu serei  de ser...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

http://poetadefranca.blogspot.com/
O NOVO POETA. (W.Marques).

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quinta-feira, novembro 10, 2011 - 23:21

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