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O bem (que) teria ficado para trás

Para cada batimento cardíaco um passo
E eu pensava: e então o que será da minha vida?
Seguíamos nós dois juntos, neste descompasso,
Rumo a dentre todas a mais triste despedida.

Entre si mesmas as emoções repartidas
Feito os dedos na mãos dadas, feito os pedaços
Do que infeliz se arrasta conosco na lida
Do vazio entre nós dois: não tem fim 'ste cansaço?

Nada! Nada além do que poderia ter sido
Foi tudo o que sem nunca ter sido de alguém
Foi nosso e somente nosso e de mais ninguém...

E de mais niguém que tanto tenha insistido
Em chegar a este ponto e não se sentir bem
Temendo o que bem fica se indo mais além!
26 de março de 2013 — 12h 59min
João Pessoa  -  Paraíba  -  Brasil

Adolfo J. de Lima

Submited by

terça-feira, março 26, 2013 - 17:08

Poesia :

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Adolfo

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Comentários

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Por vezes caminha-se junto,

Por vezes caminha-se junto, talvez a par,
mas mesmo assim fora do compasso.

Dois corações têm infinitas maneiras de bater
desintonizados.

Perdura sim, a poesia e o romantismo!

Paz_coa Feliz!

Abilio

imagem de Adolfo

Harmonia

"Dois corações têm infinitas maneiras de bater
desintonizados."

Me deste uma ideia, caro Abílio: já estudaste algo sobre harmônicas? E então,sobre como dois corações desarmônicos afagariam um aou outro, "complementariam" um o descompasso do outro, "bateriam em harmonia"... Algo do tipo. Pensar um pouquinho mais sobre a ideia, e quem sabe não escrevo algum poema sobre? Talvez... =D

Forte abraço e muito obrigado não só pela leitura ;))

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