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OLHANDO E JULGANDO




OLHANDO E JULGANDO

 

Tenho os meus olhos que outros olhos eles querem ver,

Para fazerem par e com os meus  depois comparar,

Se são feitos do feitio do meu olhar,

Para lhes dizer no seu silêncio que eu sempre tenho,

Se gostam ou não do olhar do meu cenho,

E no meu julgar lhes posso dar o meu parecer.

 

Os meus olhos dizem para mim o que eu sinto,

Dos outros olhos que me olham e nada vêem,

E assim me deixam muito triste porque não lêem,

O meu sentir que sente pelos outros que me olham,

Mas, não sei bem se me querem ou se me adoram,

E fico no meu sentir do meu silêncio que consinto.

 

Os meus olhos, são olhos sempre tímidos, eu sei,

Mas gostavam que eles sempre que olhassem, falassem,

E a mim mesmo eu queria muito que me contassem,

Quem são aqueles olhos que me querem ou não,

Para os meus olhares não se dirigirem em vão,

E assim, tenho a certeza os julgamentos que eu pensei.

 

 

 

 

 

 

Os meus olhos falam por mim quando eu estou triste,

Mas, brilham intensamente com um grande amor,

Quem são os outros olhos me olham no rumor,

Dirigindo – se aos meus com todo o sentimento,

E me abraçam com muito amor a todo o momento,

E assim ficam alegres e a minha mente ao amor não resiste.

 

Os meus olhos os outros vêem mesmo muito cerrados,

E pensam para dentro de mim e assim me dizem,

Que os outros olhos já pensados me condizem,

Com os sinais que me enviam e se calam,

E com o seu amor esses olhos me embalam,

E me deixam os meus olhos bem descansados.

 

Lindos são os olhos que os meus quiseram,

Unido – se aos meus já lá vai tanto tempo,

Agora somos olhos felizes recebendo do vento,

Todo o amor que estava escondido no seu querer,

Soltando – se e voando em liberdade no seu nascer,

Vivendo nas nossas almas, assim resolveram.

 

2007-Estêvão

 

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sábado, setembro 22, 2012 - 11:09

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José Custódio Estêvão

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