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Parnaso, Tebas e o Poeta

Evocaria as Musas do Parnaso
se minha alma não tivesse esse estrago.
Se minha roupa, não tivesse esse rasgo
e se eu resistisse ao primeiro trago.

Que foi feito da Tebas de Sete Portas?
Disseram-me que só restou cinzas retortas,
e, de novo, me brota essa angústia estranha
que me sufoca e arranha.

Seria bom sentir na ponta do dedo
esse nostalgico sambra enredo.
Ou qualquer outro segredo.
Mas venha, colocarei uma música te agrade
e um fim alaranjado de Sol em fim de tarde.

Seria bom que o desastre de rotina
não me esperasse em cada esquina.
Que tu soubesses o quanto me fascina,
e que comigo seguisse
em busca de Matisse.

E que crente eu me tornasse,
e que um Anjo me anunciasse:
Homem! Eis tua mulher. Faça-a feliz.
Dê-lhe ouro, jóias e sobrepeliz;
e a ame como mestre, não como aprendiz.

Porém, eu temo que me chamem de Poeta Maldito,
de verso manco e mau escrito.
De sério candidato a ser proscrito
desse Mundo mais e mais restrito.

Resta-me o medo de tal rito
e o tolo
consolo
de repetir o mesmo grito:
Lilian, é por você que existo.

Para Lilian

Submited by

terça-feira, agosto 4, 2009 - 01:18

Poesia :

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fabiovillela

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Comentários

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Re: Parnaso, Tebas e o Poeta

Bela dedicatória.

Como sempre os teus textos estão embuidos de situações e figuras clássicas.
também me atraiem muito esses textos A.C., onde julgo
se pode encontrar muitas ideias não corrompidas.

Abraço

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