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Rui Castro

Império mental, verbal e natural
erguido de um carisma neutral
que não se arrasta no lamaçal
sempre limpo e coeso na rua
fechado no quarto a olhar a lua
aguarda que a escrita suba e flua
nua de manhas ou manias fúteis
longe de falsidades ou frases inúteis
mas perto da magia das ideias úteis
alucino de dia em dia sem parar
para pensar no que estou a sonhar
tapando com talento gente a definhar
o meu talento e esta inata rima
que pela justiça sã e salva prima
e traz a alegre métrica que te anima
combinações trocadas por esta caneta
que chorou anos fechada na gaveta
mas agora diabólica incendeia a praceta
com frases furiosas e em bravas chamas
que faz curar velhos travados em camas
ou apaixona homens asnos por altas damas
o relógio dobra os ponteiros
mas na linha da página vivem os pioneiros
da cultura nortenha só se cita os verdadeiros
quando estou bem disposto ironizo
sobre situações frívolas neste piso
até debaixo da ponte verso afogado em granizo
no meio de roedores e sujidade urbana
topo tudo e todos sem dar cana
a junção de escrita e musica chega a ser insana
demoníaca para quem se vê envolto nela
que se ergue no aroma do incenso e na luz duma vela
ou um escultor, pintor que pinta a sua musa numa tela
aquela leve veia que se vai adensando no organismo
tento ser tão ilustrador que isto não é escrita, é grafismo
directo, cuspo verdades em catadupa, sou alérgico ao eufemismo
não te posso poupar à verdade dando-te a mentira
não finjo que dou algo com a mesma mão que tira
a fama dá-te o palco que a essência te retira
há que ser justo e saber conviver
ter qualidade de vida sem ter que sobreviver
mas sempre com um lado culto a ascender
para me despedir vou fechar a cortina
arrumar para canto este vício que contamina
almas e corações que fazem da palavra uma mina!
 

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quarta-feira, maio 25, 2011 - 03:17

Poesia :

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Famaz

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