CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
SER CRIANÇA
SER CRIANÇA
Como eu gostaria de ser criança para sempre,
Manter a inocência delicada que se sente.
Ter os olhos de candura, da cor da madrugada,
Dormir no colo da minha mãe que me acariciava.
Ter o ralhar do meu pai, por fora de horas brincar,
Ter só para mim o olhar encantador do mar.
Querer no coração ter a alegria de ser pequenino,
Sentir o centro das atenções de menino.
Como eu gostaria ainda de ser uma criança!...
Sentir no meu coração a alma cheia de esperança,
Viver cheio de ilusões e correr atrás dos ninhos,
Agarrar ainda na minha mão os passarinhos.
Fazer maldades e chorar por um brinquedo,
Sentir dentro de mim o escuro do meu medo.
Jogar o meu pião e correr de bicicleta,
Sentir sempre na mente a vontade de chegar à meta.
Como eu gostaria ainda de ser criança,
Ter vontade de correr para o futuro como uma lança.
Gostar de ouvir o chamar da minha mãe para ralhar,
Por rasgar os meus calções e os sujar.
Subir aos pinheiros e apanhar as suas pinhas,
E ainda andar a comer uvas que não eram minhas.
No verão ficar todo nu e abraçar o mar!
E depois na areia quente do Sol me embrulhar.
Como eu gostaria ainda de ser criança.
Mas, não sentir a grande fome na sua pujança.
Agora por que já sou grande e bem vivido
Tenho saudades do ser criança ter morrido.
2006-Estêvão
Submited by
Poesia :
- Se logue para poder enviar comentários
- 454 leituras
Add comment
other contents of José Custódio Estêvão
| Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post |
Língua | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia/Fantasia | DANÇA DOS SONHOS | 0 | 1.844 | 12/18/2015 - 10:46 | Português | |
| Poesia/Meditação | OS PASSOS QUE EU DOU | 0 | 3.123 | 12/09/2015 - 11:59 | Português | |
| Poesia/Meditação | QUERO SER EU PRÓPRIO | 0 | 4.133 | 12/02/2015 - 17:15 | Português | |
| Críticas/Outros | O MEU EU E O OUTRO | 0 | 13.281 | 11/25/2015 - 11:38 | Português | |
| Poesia/Amor | FALTA DE AMOR | 0 | 5.247 | 11/18/2015 - 12:36 | Português | |
| Poesia/Meditação | DE PASSO APÓS PASSO | 0 | 4.566 | 11/11/2015 - 11:28 | Português | |
| Poesia/Amor | SENTE-SE E NÃO SE VÊ. | 0 | 3.310 | 11/09/2015 - 12:17 | Português | |
| Poesia/Meditação | PRINCÍPIO E FIM | 0 | 3.853 | 10/22/2015 - 10:17 | Português | |
| Poesia/Meditação | VIVENDO | 0 | 6.150 | 10/14/2015 - 10:47 | Português | |
| Poesia/Meditação | O SEGURO E APRUDÊNCIA | 0 | 5.817 | 10/07/2015 - 10:59 | Português | |
| Poesia/Amor | O AMOR É CEGO | 0 | 3.365 | 09/30/2015 - 10:04 | Português | |
| Poesia/Amor | AI O SABONETE | 0 | 5.438 | 09/24/2015 - 09:50 | Português | |
| Poesia/Meditação | LÁGRIMAS | 0 | 3.682 | 09/16/2015 - 17:21 | Português | |
| Poesia/Meditação | A RODA DO TEMPO | 0 | 4.493 | 09/09/2015 - 15:59 | Português | |
| Poesia/Amor | OS TEUS ABRAÇOS | 0 | 3.310 | 09/02/2015 - 10:46 | Português | |
| Poesia/Meditação | A REFORMA | 0 | 4.640 | 08/19/2015 - 09:59 | Português | |
| Poesia/Meditação | A MINHA CAMA | 0 | 4.958 | 08/12/2015 - 09:53 | Português | |
| Poesia/Intervenção | SONETO À CRISE | 0 | 3.816 | 08/05/2015 - 09:52 | Português | |
| Poesia/Meditação | SER SONHADOR SEM SER | 0 | 4.327 | 07/29/2015 - 09:52 | Português | |
| Poesia/Meditação | A CONSCIÊNCIA | 0 | 5.622 | 07/22/2015 - 10:28 | Português | |
| Poesia/Amor | DO LONGE SE FAZ PERTO | 0 | 3.773 | 07/15/2015 - 09:48 | Português | |
| Poesia/Meditação | A FELICIDADE TAMBÉM SE MULTIPLICA | 0 | 4.050 | 07/08/2015 - 09:41 | Português | |
| Poesia/Meditação | SOU E SEREI | 0 | 5.105 | 07/01/2015 - 10:28 | Português | |
| Poesia/Fantasia | ERA UMA VEZ | 0 | 4.145 | 06/25/2015 - 09:28 | Português | |
| Poesia/Meditação | AI SE EU SOUBESSE | 0 | 3.755 | 06/17/2015 - 11:01 | Português |






Comentários
Poema
Amigo Adolfo
Levar a vida a sério custa muito e por isso o tempo de ser criança que nunca mais volta, apenas ficamos com as saudades. Sermos velhos é o preço de estarmios vivos.
Um abraço
Estêvão
Saudades da inocência quem
Saudades da inocência quem sem que percebamos, ou raro percebendo, deixamos morrer...
Um abraço e uma boa noite!